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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A criação concluída


Ideia central 1: A Bíblia não deixa claro se a fonte de luz do primeiro dia da semana da criação era o Sol, o próprio Deus ou uma supernova, por exemplo. Também não fica claro se Deus trouxe o Sol e a Lua à existência no quarto dia ou “apenas” os revelou para um observador na Terra. O fato é que desde o primeiro dia da criação já houve tarde e manhã, o que tornam necessárias a rotação do planeta e uma fonte de luz. A menção à criação das estrelas parece ser uma frase parentética, sugerindo que elas tenham sido criadas antes do sistema solar ou da Terra. Assim como os planetas, as luas e as estrelas revelam planejamento e ordem. Na Terra, os seres criados também revelam as digitais do Criador. Basta pensar, por exemplo, na engenharia do voo, no sonar dos golfinhos ou mesmo na tremenda quantidade de informação complexa e específica contida no DNA.

Ideia central 2: Em Sua sabedoria e soberania, Deus decidiu realizar a criação em sete dias literais de 24 horas, ciclo que permanece até hoje, independentemente de quaisquer movimentos astronômicos, como os que determinam os dias, os meses e os anos. No fim dessa semana está o sábado – presente de Deus para o ser humano (Mc 2:27), que deve ser usado para aprofundar a relação criatura-Criador. Se a semana da criação não tivesse sido composta de dias literais de 24 horas, o próprio mandamento do sábado (Êx 20:8-11) perderia o sentido, já que ele serve para lembrar que Deus criou o mundo exatamente em seis dias. Aliás, nas Escrituras, a palavra yom (“dia”) invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida por um numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. É claro que Deus poderia ter criado a vida neste mundo em seis mil anos ou em seis segundos, mas a revelação bíblica deixa claro que Ele escolheu criar em seis dias e “descansar” no sétimo. Ponto final.

Para refletir
1. Que luz foi aquela criada no primeiro dia da semana da criação? E quanto ao Sol, à Lua e às estrelas, mencionados apenas no quarto dia?
2. De que forma os seres criados revelam as digitais do Criador?
3. Qual é o propósito do sábado e que evidências temos de que os dias da criação tinham 24 horas, como hoje?

Ampliação
Acaso ou planejamento?
A extraordinária capacidade criativa e mantenedora do ser humano – criado à imagem e semelhança do Criador – se manifesta de modo especial quando ele procura imitar os complexos sistemas ordenados da natureza. Nesse sentido, seria interessante destacar alguns conceitos fundamentais (sistemas homólogos e sistemas automatizados), válidos tanto para interpretar biologicamente a natureza, como também para reconhecer as muitas similaridades apresentadas pelos artefatos humanos.

Determinadas partes de veículos motorizados podem ser homólogas. Assim, na figura 1, são apresentados quatro diferentes tipos de veículos (transporte terrestre, aéreo e marítimo), cujas estruturas homólogas se encontram destacadas no centro da ilustração: rodas e hélices acionadas por um eixo constituem os elementos que promovem a movimentação dos respectivos veículos. Um segundo exemplo de artefatos humanos pode ser fornecido por uma típica linha de produção em série, vinculada à automação e à informática (figura 2). Nas linhas de montagem robotizadas de veículos automotivos, atualmente se verificam várias etapas de fabricação em que a atuação humana direta (manutenção do processo) não é visível. Para o leigo, a referida sequência contínua de operações assume ares de pura “magia”.

Figura 1
CPB – Fig. 1

Figura 2
CPB – Fig. 2

No âmbito da biologia comparada, os sistemas homólogos são frequentemente representados pelos membros de locomoção ilustrados no centro da figura 3. Os correspondentes mamíferos (ambiente terrestre, aéreo e marinho), evidentemente, são infinitamente mais complexos se comparados com os veículos motorizados da figura 1.  Quando nos referimos à automação, os sistemas automatizados da natureza se destacam de maneira extraordinária. O fantástico desenvolvimento do ser humano (figura 4), desde o zigoto até a fase adulta (com seu extraordinário cérebro), constitui uma das maravilhas da natureza, ainda não totalmente compreendida. O mais impressionante é que esse processo se perpetua de maneira contínua e extremamente eficaz, mediante a reprodução.

Figura 3
CPB – Fig. 3

Figura 4
CPB – Fig. 4

Paralelamente (considerando-se os automotivos), seria algo impressionante admitirmos a possibilidade de que todas as etapas de determinada produção em série fossem perfeitamente automatizadas. Poderíamos, finalmente, idealizar uma situação mais perfeita (ou utópica): os referidos veículos terem, durante sua vida útil, a capacidade fantástica de autorreparação e de autorreprodução, sem a interferência humana. Na verdade, os precários sistemas automatizados, identificados nos artefatos humanos (apresentam estruturas extremamente simplificadas), têm duração limitada, necessitam de contínua reparação, não se reproduzem... A lista de limitações é enorme, quando comparamos os sistemas robotizados com a complexidade dos organismos.

No entanto, em todas as conquistas tecnológicas, destaca-se a mente humana, com sua excepcional inteligência, criatividade e extraordinário espírito idealizador e empreendedor, capaz de conceber, planejar, executar e aperfeiçoar projetos com propósitos bem definidos. O desejo de otimizar determinado processo é inerente à natureza humana. A máquina ou mecanismo ideal seria aquele capaz de funcionar perfeita e eternamente (moto-perpétuo). Entretanto, qualquer mecanismo perfeitamente autossustentável (moto-contínuo) transgride as leis da termodinâmica, portanto, algo inconcebível no âmbito da existência humana. Assim, os artefatos humanos aqui considerados (veículos motorizados), por mais perfeitos que tenham sido projetados (ou criados), sem manutenção, um dia deixarão de funcionar.

Por um lado, sabemos que os complexos artefatos e os arrojados empreendimentos do século 21, produzidos em série ou exclusivos – automóveis, aviões, computadores, megaconstruções, naves espaciais, etc., apontam para projetos minuciosamente desenvolvidos pela genial mente humana. Esses mesmos produtos das realizações do ser humano podem ainda ser classificados em grandes grupos, sendo que os produtos de cada grupo guardam notáveis semelhanças entre si. Por outro lado, seria óbvio admitir que o complexo e prodigioso cérebro humano tenha sido também planejado e criado com os demais seres (com suas respectivas peculiaridades), conservando, igualmente, semelhanças entre si (homologias, analogias, embriologia comparada, etc.).

Usando honestamente a razão, somos induzidos a admitir que tanto os artefatos humanos quanto os sistemas naturais evocam intencionalidade, propósito e planejamento. Ou seja, se um veículo aponta, inevitavelmente, para seu criador, um extraordinário projetista que também fornece um manual de utilização e manutenção, muito mais o ser humano, infinitamente mais complexo, com sua prodigiosa mente criativa, reflete a obra-prima de um poderoso e genial Projetista, Criador e Mantenedor, que nos presenteou com o Manual dos manuais: a Bíblia.

Finalmente, as semelhanças estruturais (homologias) ou funcionais (analogias), entre outras similitudes observadas nos seres vivos e estudadas pela biologia comparada, apontam muito mais convincentemente para um Originador incomum do que propriamente para uma origem comum. Nesse caso, o Planejador teve liberdade para combinar Suas soluções construtivas. Quando os principais grupos de animais (níveis taxonômicos superiores) são comparados, o grau de congruência morfológica e bioquímica revela muito mais razões funcionais vinculadas à existência de um projeto original ou plano estrutural básico, do que supostas alterações macroevolutivas que teriam ocorrido ao acaso (árvores filogenéticas imaginárias).

Assim, quer olhemos para as maravilhas do Universo ou para as evidências de design inteligente nos seres criados, uma coisa não podemos deixar de concluir: projetos assim tão bem elaborados dependem de um Projetista muito poderoso e inteligente. O acasodefinitivamente não constitui uma resposta racional para a origem do extraordinário mundo natural que nos rodeia.

Conclusões
– A frase rítmica “e houve tarde e manhã” provê uma definição para o “dia” da criação. E se o “dia” da criação se constitui de tarde e manhã, é, portanto, literal. O termo hebraico para “tarde” (‘ereb) abrange toda a parte escura do dia (ver dia/noite em Gn 1:14). O termo correspondente, “manhã” (em hebraico bqer) representa a parte clara do dia. “Tarde e manhã” é, portanto, uma expressão temporal que define cada dia da criação como literal. Não pode significar nada mais.

– As palavras usadas nos Dez Mandamentos deixam claro que o “dia” da criação é literal, composto por 24 horas, e demonstram que o ciclo semanal é uma ordenança temporal da criação. Aliás, como explicar a origem do ciclo semanal, se não pela criação em seis dias literais seguidos do repouso do sétimo dia? A semana não está vinculada a nenhum movimento ou fenômeno astronômico, como os dias (rotação da Terra), os anos (translação) e os meses. A palavra divina, que promulga a santidade do sábado, toma os seis dias da criação como sequenciais, cronológicos e literais. Dizer o contrário, portanto, é ir contra o contexto literário de Gênesis e contra o Criador.

– A criação da vegetação ocorreu no terceiro dia (ver Gn 1:11, 12). Grande parte dessa vegetação parece ter necessitado de insetos para a polinização. Mas os insetos só foram criados no quinto dia (v. 20). Se a sobrevivência desses tipos de plantas, que necessitam de insetos e outros animais para a polinização, dependesse deles para a reprodução, então haveria um sério problema se o “dia” da criação significasse “era”. Ainda mais: a teoria dos dias-eras exigiria um longo período de iluminação e outro de escuridão para cada uma das supostas épocas. Isso, é claro, seria fatal tanto para as plantas quanto para os animais. Os dias da criação devem ser entendidos como literais e não como representando longos períodos de tempo. Argumentar em contrário é forçar o texto bíblico a dizer o que não diz.

– Leia sobre maravilhas relacionadas com seres alados (aqui e aqui) e com animais terrestres (aquiaquiaquiaquiaqui e aqui).

– Leia o texto “Hormônios: orquestra afinada” (aqui).

– Gênesis 2:1-3 apresenta a conclusão da obra criativa de Deus. Para celebrar e recordar esse evento, Deus estabeleceu o sábado. Os seres humanos também costumam construir monumentos para recordar grandes feitos e acontecimentos. Um monumento é um memorial comemorativo no espaço. O sábado é um memorial no tempo. Não é o simples marco de uma construção qualquer; é o memorial da origem da vida, o monumento comemorativo da criação. Ao separarmos o sétimo dia da semana para fins religiosos (culto a Deus, auxílio aos necessitados, contato com a natureza), estamos reconhecendo o Senhor como o Todo-poderoso Criador do Universo. E o sábado é mais do que um simples repouso físico. É, antes de tudo, uma pausa para um contato mais íntimo com Deus, de tal maneira que as outras atividades ficam para depois.





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Feliz Sábado


“Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.” (Ezequiel 20: 12)

Feliz Sábado! Essa é uma saudação exclusivamente Adventista. Mas será que todo Adventista reconhece tudo o que essa saudação quer dizer? Feliz Sábado é a manifestação pública de quem confia na Bíblia como Palavra de Deus. É a declaração oficial de um povo que tem fé. Para saudar dessa maneira precisamos estar convencidos de que o sábado é o memorial da criação.

Quando desejamos Feliz Sábado estamos admitindo: somos criacionistas. A criação transcorreu durante o período de um ciclo semanal, ou seja, uma semana de sete dias de 24 horas. Existe um Criador que se auto-revela em três pessoas. Jesus veio a essa Terra e declarou-se “Senhor do Sábado”. Morreu pela raça humana. Prometeu voltar e vai restaurar nosso mundo a condição original antes do pecado.

Quando desejamos Feliz Sábado estamos testemunhando em favor dos dez mandamentos. Reconhecemos que eles não foram abolidos e nem substituídos. Também reconhecemos que o sábado é uma aliança eterna e, conforme o profeta Isaías, será guardado após a segunda vinda de Jesus, durante o milênio e por toda a eternidade. “E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. (Isaías 66: 23)

Quando desejamos Feliz Sábado estamos afirmando que fazemos parte do povo remanescente de Deus e que nossa missão é anunciar “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14: 7)

Quando desejamos Feliz Sábado estamos dizendo: Eu conheço a Deus. “Ora, sabemos que o temos conhecido por isso: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” I Jõao 2:3,4

Quando desejamos Feliz Sábado estamos testemunhando que permanecemos em Deus, e Deus em nós. “E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele.” I João 3:24

Quando desejamos feliz Sábado estamos dizendo: Eu “não amo o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” I João 2:15,16

Da próxima vez que você desejar: Feliz Sábado! Lembre-se de que está admitindo: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” Apocalipse 14: 12. Feliz Sábado! 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Se Cristo viesse hoje


Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem. Lucas 21:36.
Cristo nos ordena vigiar, para que sejamos capazes de escapar às coisas que sobrevirão ao mundo. É muito importante dar ouvidos a esta advertência. O inimigo de toda a injustiça está em nosso encalço, procurando levar-nos a esquecer a Deus.
Devemos possuir-nos de alegria ao pensamento do breve aparecimento de Cristo. Aos que amam a Sua vinda, virá Ele, sem pecado, para salvação. Mas se temos a mente repleta de pensamentos de coisas terrenas, não poderemos aguardar com alegria o seu aparecimento.
“Se eu soubesse que Cristo havia de voltar dentro de alguns anos”, diz alguém, “eu viveria de modo bem diferente.” Mas se cremos que Ele virá, quando quer que seja, devemos viver justamente com a mesma fidelidade que demonstraríamos se soubéssemos que havia de vir dentro de poucos anos. Não podemos ver o fim desde o princípio, mas Cristo proveu suficiente auxílio para cada dia do ano.
Tudo com que temos que nos haver, é este dia de hoje. Hoje devemos ser fiéis ao nosso legado. Hoje devemos amar a Deus de todo o coração, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Hoje é que nos cumpre resistir às tentações do inimigo, e pela graça de Cristo alcançar a vitória. Isto é vigiar e aguardar a vinda de Cristo. Devemos viver cada dia como se soubéssemos ser ele nosso último dia na Terra. Se soubéssemos que Cristo viria amanhã, não haveríamos então de comprimir no dia de hoje todas as palavras bondosas, todos os atos desinteressados que nos fosse possível? Devemos ser pacientes e amáveis, e possuídos de fervor intenso, fazendo tudo que está em nosso poder para ganhar pessoas para Cristo. …
Insto convosco a que volvais vossos pensamentos das coisas mundanas e os focalizeis nas coisas da eternidade. Cristo pôs a vida eterna ao vosso alcance, e prometeu dar-vos auxílio em todo tempo de necessidade. …
Não devemos nunca ficar satisfeitos com as realizações presentes. Se pusermos mente e coração na tarefa de alcançar o ideal de Deus para conosco, se formos a Cristo, o poderoso Ajudador, em busca de auxílio, Ele nos dará justamente a assistência de que carecemos. Ele nos concederá exatamente o poder que nos habilitará a ser vitoriosos na luta contra o mal.
Ellen G. White, Cuidado de Deus, pág. 181.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

QUE PENSAIS VÓS DE CRISTO ?

Há no mundo uma incerteza a respeito da Pessoa de Cristo. Alguns pensam de Cristo que Ele foi meramente um:
 Filósofo – como Sócrates, Aristóteles e Platão;
• Herói – criado pela imaginação de alguns pescadores da Galiléia;
• Espírito – evoluído, encarnado, superior;
• Um mito – alimentado por fanáticos, um grande homem, apenas.
Certa vez, Jesus fez uma pergunta aos fariseus quando se achavam reunidos: “Que pensais vós de Cristo?”, e a segunda: “De quem é Filho?” E conta o relato, que embaraçados, não souberam responder corretamente, quando Jesus lhes fez uma terceira pergunta, relacionada com o mesmo assunto: “Se Davi… lhe chama Senhor, como é ele seu filho?” (Mat. 22: 41-46).
De outra feita, Jesus perguntou ao discípulos: “Quem, diz o povo, ser o Filho do Homem?” E eles deram algumas respostas – João Batista, Elias, Jeremias, algum dos profetas. Então, Jesus particularizou a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”
Hoje em nossos dias agitados, quando poucos param para meditar, quando poucos reflexionam sobre assuntos espirituais, quando o tempo está se esgotando, quando Jesus Cristo está próximo de voltar a um mundo rebelde, Ele faz a mesma pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”
Ele está interessado na sua resposta. Jesus pergunta: “O que vocês pensam do Cristo?”
Por que é tão importante esta questão? Porque se respondemos erradamente, nós perigamos o nosso destino futuro, e a própria salvação. Se, por outro lado, respondemos acertadamente, nós seremos salvos, garantindo a nossa posição no reino de Deus, eternamente, porque nós sempre vivemos de acordo com as nossas crenças.
I. O QUE PENSARAM OS CONTEMPORÂNEOS DE CRISTO
1 – Os Discípulos
1- João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus”! (João 1:29).
2- Natanael: “Tu és Rei de Israel!” (João 1:49).
3- Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!” (Mat. 16:16).
4- João Evangelista: “Ele é o Verbo de Deus!” (Apo. 19:13).
5- Discípulos de Emaús: “Jesus, o Nazareno – poderoso profeta em palavras e obras!” (Luc. 24:19).
2 – Os Inimigos
1- Demônios: “Bem sei Quem és: o Santo de Deus!” (Mar. 1:24).
2- Soldados: “Jamais alguém falou como este homem!” (Jo. 7:46).
3- Samaritanos: “É o Salvador do mundo!” (João 4:42).
4- Judas: “Pequei, traindo sangue inocente!” (Mat. 27:4).
5- Pilatos: “Não acho nele crime algum!” (João 18:38).
6- Ladrão: “Ele é Rei inocente e nenhum mal fez!” (Luc. 23:41-42).
7- Centurião: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus!” (Mar. 15:39).
II. O QUE PENSAVA JESUS DE SI MESMO
O que Jesus disse de Si mesmo?
1- Para a samaritana: “Eu sou o Messias, Eu mesmo que falo contigo!” (João 4:25-26).
2- Para a multidão, após alimentá-los: “Eu sou o Pão da vida!” (João 6:35,48).
3- No templo, viu água em certo lugar: “Eu sou a Água da vida!” Se alguém tem sede, venha a Mim e beba!” (João 7:37).
4- Viu um cego de nascença: “Eu sou a Luz do mundo! Quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8:12).
5- Ele contemplou uma campina verdejante, viu alguns pastores com os seus rebanhos, e disse: “Eu sou o bom Pastor! O bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas!” (João 10:11).
6- Lázaro, seu amigo havia morrido. Marta veio correndo Lhe dizer: “Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido!” E Jesus corrigiu: “Mas, Eu sou a Ressurreição e a vida!” (João 11:25).
7- Certa vez, pouco antes de Sua morte, Tomé Lhe disse: “Senhor, não sabemos o caminho!” Ele então, disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!” (João 14:6).
8- Pilatos Lhe perguntou: “És Tu rei?” Respondeu Jesus: “Tu disseste que sou Rei; Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo!” (João 18:37).
III. O QUE PENSARAM GRANDES HOMENS
1- Santo Agostinho, bispo de Hipona: “Tenho lido em Platão e Cícero ditos que são sábios e belos; porém jamais li em nenhum deles: ‘Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei!’ “.
2- Martinho Lutero: “Em Sua vida – Cristo é um Exemplo, que nos mostra como viver; em Sua morte – Ele é um Sacrifício que satisfaz, por nossos pecados; em Sua ressurreição – é um Vencedor; em Sua ascensão – é um Rei; em Sua intercessão – o Sumo Sacerdote!”
3- Jean Jacques Rousseau (deísta): “Que doçura, que pureza em Sua maneira! Que comovedora graça em Seus ensinos! Que sublimidade em Suas máximas! Que profunda sabedoria em Suas palavras! Se a morte de Sócrates foi a de um sábio, a vida de Jesus é de um Deus!”
4- Napoleão Bonaparte (imperador francês): “Jesus Cristo foi mais que um homem. Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo, fundamos grandes impérios. Porém, de que dependia a criação de nossos impérios? Da força. Só Jesus fundou Seu império sobre o amor, e até o dia de hoje milhões morreriam por Ele. Tudo quanto vejo em Cristo me assombra e me maravilha! Sua religião é a revelação de uma Inteligência que certamente não é de um homem!” É de Deus, seguramente.
IV. E, FINALMENTE, VOCÊ – O QUE VOCÊ PENSA DE JESUS?
Cristo é útil para todos!
Para o arquiteto – a Pedra angular do edifício.
Para o pedreiro – o Fundamento seguro.
Para o padeiro – o Pão da vida.
Para o banqueiro – o Tesouro escondido.
Para o biólogo – a Fonte da Vida
Para o carpinteiro – a Porta de acesso a Deus.
Para o médico – o Médico dos médicos.
Para o professor – o Grande Mestre.
Para o engenheiro – o Arquiteto por excelência.
Para o agricultor – o Semeador que saiu a semear.
Para o floricultor – a Rosa de Sarom, o Lírio dos vales.
Para o astrônomo – a Estrela da manhã.
Para o geólogo – a Rocha dos séculos.
Para o vinhateiro – a Videira verdadeira.
Para o joalheiro – a Pérola de grande preço.
Para o juiz – o justo Juiz de toda a Terra.
Para o advogado – o supremo Legislador.
Para o réu – o Advogado que não perde nenhuma causa.
Para o jornalista – as Boas-Novas de grande alegria.
Para o filantropo – o Dom inefável.
Para o filósofo – a Sabedoria de Deus.
Para o escultor – a Pedra viva.
Para o pregador – a Palavra de Deus.
Para o soldado – o Senhor dos Exércitos, o Príncipe da Paz.
Para o estadista – o Desejo de todas as nações.
Para o estudante – a Verdade encarnada.
Para o teólogo – o grande Deus e Salvador Jesus Cristo
Para o servo – o Senhor dos senhores.
Para o pecador – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Para o cristão – o Filho do Deus vivo, o Salvador, o Redentor e Senhor.
Para todos – O maravilhoso Conselheiro, o Pai da eternidade.
Simpson, foi um homem que trouxe uma notável contribuição à Ciência médica; ele descobriu o clorofórmio, o emprego da anestesia na Medicina, e foi o autor de várias outras descobertas importantes. Certa vez, ele foi interrogado por um jovem:
” – Sr. Simpson, disse o jovem, qual foi no seu entender, a sua maior descoberta?”
Então, ele respondeu simplesmente:
“– Minha maior descoberta foi a de que eu sou um pecador, mas Jesus é um grande Salvador!”
O que você pensa de Jesus nesse dia, agora mesmo?
É extremamente importante o que você pensa dEle agora, para a sua própria salvação e seu destino eterno! Tudo depende do que você pensa de Jesus neste momento e a cada momento!
“Que pensais vós de Cristo?”, foi a grande pergunta feita pelo próprio Cristo.
Se você O aceitar como Salvador e Senhor, se você crê que Jesus Cristo pode salvá-lo, você será feliz, cheio de paz em sua alma. E no final, terá a vida eterna.
Já O aceitou como o seu Salvador pessoal? Se não, por que não O aceita agora?

Pr. Roberto Biagini - Mestrado em Teologia

domingo, 13 de novembro de 2011

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

Tempos atrás um ministro foi desafiado por um ateu para um debate público sobre a existência de Deus. O ministro disse: “Que adianta tal discussão? Pouco resulta em geral de tais debates. Façamos o seguinte: O senhor apresente 12 pessoas que foram libertas de sua pecaminosa maneira de viver pelo ateísmo, tornando-se personalidades corretas. Eu levarei também 12 pessoas que foram libertas de um viver corrupto graças à fé viva em Deus, e hoje têm a consciência purificada.”
Isto pôs fim à controvérsia. O ateu sabia que dificilmente poderia encontrar doze pessoas que, graças ao ateísmo, produzissem bom fruto. Nesta conferência vou lhes apresentar preciosas provas da existência de Deus, por demonstrar Sua onisciência como se encontra revelada em sua maravilhosa cadeia de profecias agora sob consideração.
O livro do Apocalipse apresenta nesta sua cadeia profética o surgimento e queda dos impérios, e o nascimento e apostasia da religião verdadeira e das contrafações religiosas. Este livro retrata vivamente em seus últimos capítulos um mundo novo e melhor para a felicidade perpétua dos que procuram compreender as verdades eternas. Este é o pensamento expresso de maneira maravilhosa no primeiro capítulo do livro:
(Apoc. 1:3): “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.”
Deus chama “bem-aventurados” aos que ouvem e guardam as coisas escritas neste livro. Infelizmente alguns escritores e teólogos afirmam que o conteúdo do livro do Apocalipse não pode ser entendido porque tudo é simbólico. Mas a palavra grega “Apocalipse” significa “revelação”, indicando o seu próprio título que ele é:
(Apoc. 1:1) - “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer.”
Portanto ele não é um livro selado nem incompreensível. É Satanás que procura fazer crer o contrário. Se ele pudesse levar os homens a crer que este livro não pode ser compreendido, seria a mesma coisa como se o livro não houvesse sido escrito.
Com esta breve introdução entramos no estudo da profecia dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Encontra-se nos capítulos 5 e 6, e foi escrito cerca do ano 90 A. D.

Os Sete Selos

No quinto capítulo, verso 1, vemos que um anjo disse a S. João:
(Apoc. 5:1) - “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.”
O fato de estar selado com sete selos revela que o conteúdo do rolo era muito importante, porque só documentos importantes são selados. O Pai Eterno depôs este documento selado nas mãos do Cordeiro de Deus que foi morto desde a fundação do mundo. Ele, por Sua vez, abriu os selos na presença de milhões e milhões de anjos da corte celestial, porque todos estavam na expectativa, aguardando saber o desenlace da luta final entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás.

O Primeiro Selo

Leiamos e analisemos o primeiro selo:
Apocalipse 6:1-2 - “E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.”
Foi um dos quatro animais que chamou a atenção de João para a abertura do primeiro selo. Vejamos primeiro que são esses quatro animais.
Em Ezeq. 10:20 encontramos a explicação deste simbolismo: “Estes são os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar, e conheci que eram querubins.”
Portanto os animais representam querubins, uma exaltada categoria de anjos que cercam o trono de Deus.
O primeiro selo nos mostra um cavalo branco, e sobre ele um cavaleiro com um arco de conquistador. O cavalo, em profecia, segundo Prov. 21:31, simboliza lutas políticas ou religiosas.
A cor branca do cavalo simboliza, segundo o Livro Sagrado, a imaculada pureza da igreja divina. Em outras palavras, temos a descrição em símbolo do evangelho puro de Jesus Cristo como foi ensinado pelos apóstolos e pela bendita virgem.
O texto diz que o cavalo branco, a pureza do evangelho, e o cavaleiro, saíram vencendo e para vencer. Graças a Deus que a História confirma os triunfos da gloriosa igreja apostólica. A igreja cristã primitiva conquistou as forças pagãs que se lhe opunham, e milhões aceitaram a verdade pura do evangelho durante o primeiro século. Justo antes do seu martírio, o apóstolo Paulo confirmou este fato nas seguintes palavras:
(Col. 1:23): “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.”
Esta é uma confirmação histórica de que o evangelho havia sido pregado a todo o mundo conhecido por ocasião do martírio de Paulo no ano 68. Era a corrida vitoriosa do cavalo branco, que teve início no ano 31 e foi até o ano 100, quando morreu o último apóstolo, S. João.

O Segundo Selo

Vamos agora à revelação e descrição do segundo cavaleiro:
(Apoc. 6:3 e 4) - ”E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.”
O que monta este cavalo vermelho e que deveria correr o mundo então conhecido, tinha uma grande espada para matar.
A cor do cavalo – o vermelho – é símbolo do derramamento de sangue, e representa a era de perseguições dos cristãos pelos judeus bem como pelos romanos, cuja igreja pagã oficial via sua sobrevivência perigando em face do sucesso da igreja cristã como resultado dessas mesmas perseguições. Mas, ao mesmo tempo uma multidão de erros se introduziriam na igreja, sobrevindo a luta de facções em seu seio.
A despeito de todas as lutas e perseguições do segundo e terceiro séculos, Satanás não pôde alcançar o seu propósito de exterminar a igreja. Ao contrário, na expressão de Tertuliano, “o sangue dos mártires é semente da igreja”. A era do cavalo vermelho vai de 100 a 313. Esta data assinala o decreto de tolerância dos romanos para com os cristãos. Mais tarde o próprio imperador Constantino aceitou o cristianismo.

O Terceiro Selo

(Apoc. 6:5 e 6) - “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.”
Se o branco é emblema de pureza da verdade, o preto simboliza o oposto, isto é a apostasia e o erro. Quando Satanás viu que fora incapaz de destruir a igreja divina pela perseguição, mudou seus métodos. Procurou destruí-la pela apostasia. Isto teve melhores resultados. O imperador Constantino manifestou o seu beneplácito para com a igreja, e mais tarde professou sua fé. Grande estadista que era, logrou êxito em unir a igreja pagã com a cristã numa só grande igreja do Estado.
Eusébio, bispo de Antioquia, amigo e conselheiro religioso do imperador, desempenhou também grande parte na apostasia da igreja. Cumpriu-se então com este triste drama a profecia de Paulo sobre os bispos da Ásia Menor. (Ver Atos 20:28-30.)
Mais ainda, o mesmo apóstolo, em sua segunda carta aos Tessalonicenses, expõe a natureza da apostasia.
(II Tess. 2:1-4): “Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”
Havia alguns falsos pregadores no tempo de Paulo que ensinavam que o Senhor voltaria no seu tempo para salvar o mundo e estabelecer Seu reino eterno. E para melhor convencer o povo, eles mesmos escreveram cartas às igrejas sobre o assunto, assinando-as com o nome de Paulo ou de algum outro apóstolo. Essas são algumas cartas que hoje chamamos “apócrifas”, por serem de duvidosa inspiração.
Paulo pedia que as igrejas não se deixassem enganar com essas cartas facciosas. Antes da Volta de Cristo a igreja passaria primeiro pela grande apostasia, com o oponente da verdade reclamando adoração como se fora Deus. Analisemos, porém, de acordo com S. Paulo, a predição deste poder e sua duração:
(II Tess. 2:8): “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.”
Ele exerceria seu poder e domínio sofre as almas dos homens justo ao tempo da Segunda Vinda de Cristo; isto é, no fim do mundo o Senhor destruiria este poder apóstata com o resplendor de Sua vinda. Este poder facilmente é reconhecido por qualquer arguto observador de nossos dias.
Vejamos alguns atributos deste poder apóstata, segundo o verso 9: “esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira.”
Este poder é de origem satânica e não divina. Ele procuraria provar sua origem divina realizando milagres, curando os enfermos, etc. Lembremos que Satanás é um anjo caído, e tanto ele como a terça parte dos anjos que o acompanharam na queda podem realizar milagres. Ele arrasta as nações para o seu sistema de contrafação da verdade, sistema simbolizado pelo cavalo preto, fazendo-as crer que a verdade é mentira e a mentira verdade.
Notemos o que S. Paulo diz sobre isto:
(II Tess. 2:10 e 11): “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.  E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.”
Todo aquele que não tem amor pela verdade e não deseja segui-la com verdadeira paixão, é deixado no erro. O que precisamos pedir a Deus é que nos dê um coração puro e sincero, para que conheçamos a verdade, o supremo tesouro do homem. O que tem fome e sede da verdade, obedecerá a Deus porque O ama e porque ama a verdade sobre todas as coisas.
A apostasia, que se desenvolvia muito lentamente, foi acelerada a partir do ano 313, quando Constantino outorgou favores à igreja cristã, até o ano 538, quando toda oposição a esta igreja foi subjugada pela força da espada, sendo sua autoridade completamente imposta. Satanás não pôde destruir a igreja pela perseguição indicada pelo segundo cavaleiro, mas obteve êxito induzindo-a à apostasia. Aqui Satanás triunfou.

O Quarto Selo

(Apoc. 6:8) - “E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.”
A partir do ano 538 nova era começou para a igreja, desdobrando-se segundo a descrição do quarto cavaleiro.
Surge um cavalo amarelo. Esta cor (pálido, na versão inglesa) – é símbolo da morte, porque é a tonalidade da pele de quem está para morrer. O cavaleiro do cavalo pálido recebeu poder “para matar a quarta parte da Terra”. Foi cerca do ano 538 que isto ocorreu, quando a igreja apóstata, “em defesa da fé”, começou a exercer poder temporal sobre as nações da Europa, que bem representam a quarta parte da Terra, segundo a profecia.
Este poder levou os governos da Europa a perseguir os que não renunciassem sua fé na Santa Escritura e insistissem em permanecer na verdade do cavalo branco. Várias nações baixaram decretos rejeitando por lei qualquer crença contrária. Mas milhares e milhares preferiram a morte antes que violentar a consciência.
A História confirma que terrível perseguição dominou o mundo por mais de um milênio, sendo conhecida na História como a “Inquisição da Idade Média”. Muitos livros têm sido escritos sobre a história dos fiéis valdenses, albigenses e huguenotes, que durante este tempo foram mártires da fé.

O Quinto Selo

(Apoc. 6:9-11) - “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.”
Com o quarto selo termina a visão dos cavalos. Os últimos três selos, que são representados por meio de símbolos, revelam que os futuros acontecimentos não seriam de escopo universal.
Este selo primeiro mostra “debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da Palavra de Deus”. Antigamente eram sacrificados cordeiros sobre o altar como símbolo do futuro sacrifício e morte de Jesus Cristo para expiação do pecado e salvação dos homens. Agora seres humanos eram sacrificados sobre o altar de Deus pelo crime de traduzirem e fazerem circular a Santa Bíblia nas línguas comuns dos povos.
Com o advento da Renascença surgiram nas diferentes nações da Europa sacerdotes inspirados e impelidos pelo Espírito Santo, como Huss e Jerônimo em Praga, Wycliffe na Inglaterra e Martinho Lutero na Alemanha, os quais traduziram a “Palavra de Deus”, isto é, a Bíblia, nas línguas dos respectivos povos, tornando possível assim ao povo comum o estudo do Livro Santo. Isto produziu grande consternação entre muitos estudiosos que pela leitura do Livro Santo descobriram como a verdade pura de Cristo havia sido adulterada.
Com este despertamento desenvolveu-se por toda a Europa uma rebelião de caráter religioso. Muitos reconheceram que estavam vivendo em erro espiritual, e se dispuseram a retornar à prática das verdadeiras doutrinas da fé. Teve início então a Reforma e a contra-reforma. Cumpria-se com a perseguição que teve lugar contra os fiéis e que eram levados à morte, cumpriu-se, dizia, a profecia do quinto selo. Outra razão adicional poderosa para se confiar em Deus.
Os que foram mortos são descritos na profecia como estando vestidos de vestes brancas, símbolo de pureza e integridade de caráter. Portanto, embora alguns os considerem hereges, com a autoridade divina desta profecia afirmo que são santos. O que Deus diz é verdade; devemos rejeitar o que outros dizem deles sem a aprovação divina.

O Sexto Selo

Consideraremos agora o sexto selo. Ele nos apresenta sinais astronômicos predizendo a proximidade do fim da história do mundo com suas dores, pecado e morte. Eis o sexto selo:
(Apoc. 6:12-16) - ”E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro.”
Ao abrir Cristo o sexto selo, aparece uma série de espetaculares sinais anunciando sucessivamente a intervenção de Cristo na história do mundo.
Interessa-nos considerar este terrível TERREMOTO que teve lugar logo depois da Reforma e antes dos sinais astronômicos preditos. Este foi o indiscritível Terremoto de Lisboa em 1º de novembro de 1755. Este abalo sísmico sacudiu três continentes – Sul da Europa, Norte da África e Ásia Menor – mas teve seu epicentro em Lisboa. Ele destruiu 355 cidades e vilas e fez vítimas sem conta. Só em Lisboa pereceram milhares. Nunca a história do mundo conheceu um terremoto de tal magnitude.

O Escurecimento do Sol e da Lua

Lemos que o terremoto seria seguido pelo primeiro sinal astronômico da Volta de Cristo: o escurecimento total do Sol. Isto aconteceu 25 anos mais tarde, isto é, em 19 de maio de 1780, em grande extensão do hemisfério Norte. A alvorada pressagiava um belo dia. Mas subitamente, por volta das 9:30 da manhã, começou a escurecer. O povo sentiu-se temeroso porque a escuridão prevaleceu por todo o dia. As galinhas buscaram os poleiros; os pássaros desapareceram. Era impossível ler sem auxílio de luz. Os representantes do povo estavam reunidos, e alguns desejaram voltar a seus lares, para se reunirem com suas famílias, mas um deles se recusou, dizendo: “Senhores, se este é o fim do mundo, proponho que se tragam luzes e que continuemos com nossas deliberações, para que Deus nos encontre cumprindo o nosso dever.” Isto fizeram.
A Ciência do tempo não foi capaz de explicar o fenômeno do escurecimento do Sol nessa ocasião, sabendo apenas que não se tratava de um eclipse. Nós o reconhecemos como um sinal do Criador proclamando a Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Nessa mesma noite, 19 para 20 de maio de 1780, a Lua cheia não espargiu a sua luz. Ela apareceu como uma bola de sangue suspensa no escuro céu. Não havia estrelas visíveis. Isto também foi um exato cumprimento da profecia.

A Queda das Estrelas

O sinal seguinte seria: “As estrelas do céu caíram sobre a Terra.” (S. Mat. 24:29). A predição divina tornou-se realidade na noite de 12 e13 de novembro de 1833. Esse acontecimento é considerado em astronomia como “o maior chuveiro meteórico” da história do mundo. Foi testemunhado em grande parte do hemisfério norte.
O Manual of Astronomy, de Young, pág. 469, diz: “O número de meteoros foi estimado em 200.000 por hora durante cinco ou seis horas.” É maravilhoso como estes sinais astronômicos ocorreram exatamente na ordem predita por Jesus a Seus discípulos em S. Mat. 24.
Sim, os que deliberadamente ignoram e rejeitam as profecias bíblicas estão espalhados pelo mundo como ovelhas sem pastor – perdidos, famintos, e sem o conforto da verdade.
Não admira que esteja escrito em Prov. 29:18: “Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado.” 

Nenhum Lugar para Esconder

Leiamos a continuação do texto: (Apoc. 6:14): “E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.” 
Este evento introduz a própria vinda de nosso Senhor em glória. Na história dos sete selos, estamos ao presente vivendo entre os Vs. 13 e 14 deste capítulo. Há 2.000 anos foi descrita a reação da humanidade que estaria vivendo no tempo da Segunda Vinda de Cristo. É dito que os reis da Terra, os grandes militares, as multidões de toda esfera social não se renderia à vontade de Deus.
Em seu desespero final procurariam refúgio nas cavernas e pediriam que as rochas caíssem sobre eles. Antes eram arrogantes, negavam as profecias, rejeitavam o Decálogo, zombavam das advertências da mensagem. Agora, quando é demasiado tarde, em remorsos reconhecem o seu erro. O último juízo é um ato não natural da parte de Deus; mas é absolutamente necessário, pois o pecado não pode ser tolerado para sempre.

Exemplo do Dilúvio

A situação que prevaleceu no tempo do dilúvio repetir-se-á, segundo S. Luc. 17:26 e 27 – “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos.”
Não é pecado o comer, o beber ou o casar-se. Estas são bênçãos que todo crente fiel tem direito de desfrutar. Mas o pecado consistiu no fato de que os antediluvianos viviam exclusivamente para estas coisas.
E não é certo, prezados amigos, que a humanidade hoje mostra a mesma disposição em relação à última mensagem de advertência antes da Volta de Cristo?

Passando por Alto o Capítulo Sete

Com isto, prezados amigos, chegamos ao fim do sexto capítulo de Apocalipse. Por hora desejo passar sobre todo o capítulo sete e analisar com vocês o capítulo 8, verso 1, e isto porque na realidade este verso devia ser o último do capítulo sete. A divisão dos livros da Bíblia em capítulos e versos foi feita no 15º século, por um monge, segundo o seu próprio juízo; portanto, a divisão em versos e capítulos não é inspirada.
O texto original não tem capítulos nem versos. Lembrem-se então que estou saltando o capítulo sete. Ele contém acontecimentos que deveriam ocorrer entre o último sinal astronômico – a queda das estrelas em 1833 e os eventos do capítulo 8, verso 1.
O Sétimo Selo
Esta é a única descrição do sétimo selo, mas revela o mais dramático e sublime acontecimento do futuro. Visto que esta é uma profecia escrita em símbolo, precisamos recorrer a Ezeq. 4:6 para encontrar o valor do tempo profético de “quase meia hora”.
(Apoc. 8:1) - ”E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.”
Em outras palavras, 24 horas representam um ano, ou doze meses. Logo, um mês representa duas horas. Assim uma hora profética representa meio mês, ou 15 dias. Meia hora representam, pois, 7½ dias. Mas lembrem-se de que a profecia diz “quase” meia hora, o que nos induz a crer que se trata de sete dias, ou uma semana.
Mas por que houve silêncio no Céu?
S. Mat. 25:31 revela o segredo: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória” 
Este texto assegura que quando Cristo retornar virá acompanhado de todos os santos anjos. Primeiro, devemos ter em conta o número de anjos do Céu.
Em Apoc. 5:11, lemos a resposta: “E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares.”
Portanto haverá um grande, inumerável exército escoltando o Senhor. Esta semana de “silêncio” no Céu é devida à ausência da hoste angélica. Parece que ninguém desejou permanecer no Céu quando veio o momento da Volta do Senhor para a completa redenção dos santos de Deus.
Este tempo profético de “quase meia hora”, significa que nosso Senhor necessita apenas de uma semana para deixar o terceiro Céu e viajar através dos mundos do espaço habitado, a fim de alcançar nossa pequena e miserável Terra.

Astronomia

Sabem que se pudéssemos viajar à velocidade da luz poderíamos fazê-lo à razão de 300.00 Km/seg.? Mas mesmo viajando nessa velocidade levaríamos vários milhões de anos para irmos da Terra ao Céu.
Eu creio que uma vez que nos tornarmos imortais em “corpo espiritual”, como o revela a Bíblia, estaremos aptos a viajar a velocidade de milhões de anos luz por segundo, e assim alcançarmos o Céu com Jesus no curto espaço indicado pela profecia.
Eu não desejo faltar a esta viagem. Quero estar entre os ressuscitados, ou entre os trasladados vivos, que acompanharão o Senhor nessa maravilhosa viagem através de galáxias e sistemas do universo. Desejo alcançar a cidade eternal de Deus.
Assim, o sétimo selo representa a real vinda de nosso Senhor Jesus Cristo em glória e majestade com todos os santos anjos, com o único propósito de redimir os fiéis.

A Mensagem do Selamento

Você se lembra de que passei do fim do sexto capítulo do Apocalipse 6 para Apocalipse 8, verso 1. Naturalmente, os acontecimentos preditos no capítulo 7 têm o seu cumprimento no período compreendido entre os sinais astronômicos que predisseram o fim e a própria Volta do Senhor. O capítulo 7 descreve parcialmente os fatos que deverão verificar-se hoje, porque estamos vivendo nesse solene tempo. Estudemos o capítulo 7:
(Apoc. 7:1): “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.”
A quatro anjos que estão sobre os quatro cantos da Terra – Norte, Sul, Leste e Oeste – foram dadas ordens para que retivessem os ventos de soprar sobre a Terra, para que ela não fosse destruída. Ventos, segundo Jer. 25:32, simbolizam guerras e destruição. Em outras palavras, podemos ver profeticamente descrita a vinda de uma guerra em que participariam as nações dos quatro cantos da Terra. De acordo com a profecia de Apoc. 16:12-16, esta guerra é chamada “Armagedom”.
Por que retarda Deus esta última guerra? Podemos ver a razão disto em Apoc. 7:3 – “Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.” 
Que significa selar em suas testas os servos de Deus?
Encontramos a explicação em Efés. 1:13 – “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”
Os filhos de Deus são selados com o Espírito Santo. Obedecem, portanto a Sua voz. Não desejam mais seguir suas próprias opiniões ou inclinações. Não se importam com o que o povo possa dizer, mas obedecem a Deus, sejam quais forem as conseqüências.
Em Heb. 10:15 e 16, lemos: “E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos.”
Sim, os que são selados pelo Espírito Santo reconhecerão e serão reconhecidos na Terra como os que guardam os mandamentos de Deus. Eles têm o coração cheio de amor por Deus e vivem em harmonia com os dez mandamentos.

O Selo de Deus

Mas, em qual dos mandamentos é o selo de Deus encontrado? Não no primeiro, nem no segundo, ou terceiro, ou quinto, etc., mas no quarto mandamento, o sétimo dia da semana – o sábado.
Nenhum documento de importância é válido sem que esteja selado, ou chancelado pelo presidente da república ou pelo rei. O selo de um governante em geral inclui três coisas: seu nome, a posição que ocupa e o território de sua jurisdição. No quarto mandamento, lemos:
(Êxo. 20:8-11): “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.”
Neste mandamento encontramos primeiro o nome do governante: Deus; em segundo lugar Sua posição: Criador; e finalmente Sua jurisdição: céus e Terra.
Sob este aspecto lemos em Ezeq. 20:12 – “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.”
O profeta assevera enfaticamente que o selo de Deus é encontrado na observância do sábado. Tal observância reconhece que Deus constitui a única e suprema autoridade sobre a vida de todos os seres. Além do mais, o sábado é sinal entre Deus e Seus filhos, pelo qual Ele pode identificá-los.
Anos atrás, um evangelista fez uma viagem ao sul do Chile, para visitar um membro de nossa igreja chamado João Rebolledo, proprietário de uma padaria. Ele não conhecia seu endereço. Procurou durante quase duas horas. Perguntou a policiais e a outras pessoas na rua sobre onde este homem morava. Ninguém sabia informar, de modo que decidiu continuar a viagem. Como último recurso, decidiu perguntar ao bilheteiro da estrada de ferro.
– Você conhece a João Rebolledo, proprietário de uma padaria?
– Não, senhor – foi a resposta.
Ele se lembrou-se de alguma coisa que podia ajudar, e disse:
– Este homem não trabalha aos sábados; ele fecha o seu estabelecimento neste dia.
Quando ele disse isto, o jovem exclamou:
– Oh, sim, este homem que fecha o estabelecimento nos sábados mora na rua tal e tal.
Sim, meus amigos, a identificação foi fácil porque o homem guardava o santo sábado. Os que estão selados pelo Espírito Santo atrairão a atenção de multidões.
Devemos lembrar uma vez mais que no espaço de tempo entre o último sinal astronômico e o silêncio no Céu por “quase meia hora” o evangelho seria pregado de novo a todo o mundo, chamando os homens ao arrependimento. Isto significa que os filhos de Deus permitirão que o Espírito Santo escreva em seus corações a lei de Deus e sejam assim selados com o selo de Deus.
Leiamos de novo a maravilhosa profecia de
Apoc. 14:6, 7 e 12 – “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
A profecia sobre o selamento dos fiéis com o selo de Deus sob o sexto selo, segundo Apocalipse 7, está agora sendo cumprida no mundo.
Mas voltemos a Apoc. 7:1-3. Deus não permite que os quatro anjos deixem que os ventos da última guerra total soprem sobre a terra e o mar, até que os que desejarem se tornar filhos de Deus sejam selados.
Não é verdade, amigos, que muitas vezes quando estudamos os espantosos acontecimentos mundiais de hoje, somos levados a admitir que a próxima guerra o Armagedom possa estourar a qualquer momento? Um dia parece como se a guerra estivesse para começar; no dia seguinte a pomba da paz aparece, mas no outro já de novo surge o rumor de guerra. Sim, quase vemos os quatro anjos permitindo que os ventos soprem.
Alguns dos grandes diplomatas do mundo dão a si mesmos o crédito de terem sido capazes de aliviar a tensão mundial e evitar a guerra com teleguiados. O crédito pertence unicamente aos quatro anjos que atuam sobre a consciência dos governantes para que busquem a paz, a fim de que a igreja termine a sua missão antes da vinda do Filho de Deus.
Com esta guiadora luz da verdade, o Senhor convida vocês a se deixarem selar com o selo de Deus em suas frontes. Ele os convida a deixarem o erro e as falsas filosofias. Não desobedeçam este chamado. Seria loucura rejeitá-lo.

Conclusão

Lembro-me muito bem de uma senhora que ouviu este convite numa série de conferências. Ela se sentiu impressionada pelo Espírito a pôr sua vida em harmonia com a divina vontade e a santificação do sábado. Era contadora numa repartição pública. Seu chefe, segundo ela, era inimigo desta bendita verdade. Ela estava certa de que ele jamais lhe permitiria o sábado livre.
O pastor orou com ela para que o Senhor realizasse um milagre com seu superior, levando-o a permitir-lhe a santificação do sábado. Aconselhei-a a ir e falar-lhe que dali em diante queria servir a Deus em toda a verdade, e que desejava viver uma vida em harmonia com os Dez Mandamentos, inclusive o sábado. Sugeri-lhe que se dispusesse a fazer horas extras à noite ou nos domingos para compensar as do sábado.
No dia seguinte ela falou de seu problema ao secretário. Este pediu-lhe que fixasse o problema em suas mãos, pois ele poderia melhor influenciar o chefe. Depois de falar longamente com este, o secretário voltou e disse-lhe: “Tudo está arranjado; pode ter os seus sábados livres.”
Sim, meus amigos, Deus tem poder para mudar o coração do mais alto chefe, se for preciso, para socorrer os Seus fiéis. Entreguem a sua vida ao Senhor, e estejam preparados para com Jesus, os anjos e todos os santos, fazer aquela maravilhosa viagem através das galáxias do Universo até o terceiro Céu, onde vocês viverão em completa felicidade.
Que Deus os abençoe.

Pr. Walter Schubert

FONTE: SÉTIMO DIA

A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DO SANTUÁRIO PARA OS ADVENTISTAS

O povo de Deus é peculiar, especialmente quanto às suas crenças e práticas. O que foi dito por Hamã ao rei Assuero sobre o cativo povo de Deus na Pérsia aplica-se, com muita propriedade, à igreja remanescente dos últimos dias: “Existe [...] um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos” (Et 3:8).
De fato, o povo do advento tem práticas e crenças muito peculiares. Como demonstração disso, consideremos os seguintes exemplos: cremos em toda a Bíblia; harmonizamos a lei com a graça; fazemos distinção de leis; guardamos o sábado; sustentamos a imortalidade condicional da alma; consideramos o inferno uma realidade futura e de duração passageira; somos pré-milenaristas; sustentamos os princípios de saúde revelados por Deus; temos uma origem profética; reinvidicamos a posse do dom profético; cumprimos uma missão profética; temos uma escatologia pertinente; e ensinamos a verdade do santuário.
Ataques às colunas da fé – Algumas dessas crenças distintivas têm sido atacadas em várias partes do mundo por pessoas e movimentos, tanto de dentro como de fora da igreja. Faz poucas décadas, o teólogo Desmond Ford agitou nossos arraiais ao se desviar da interpretação histórica adventista sobre o santuário. Por um lado, isso causou muito sofrimento à igreja; por outro, esses movimentos contestatórios de verdades fundamentais trouxeram relevante benefício espiritual a muitas pessoas, especialmente os pastores de nossa igreja, que sentiram a necessidade de fazer um exame crítico da doutrina, resultando disso uma fé provada. No entanto, o reconhecimento desse fato não deve ser encarado como insinuação de que se deve desejar o surgimento de novos focos de contestação doutrinária.
O aparecimento de movimentos contestatórios, heréticos e dissidentes é previsto nos escritos bíblicos e nos de Ellen G. White, como veremos a seguir. Eis algumas predições bíblicas:
1. Nos últimos dias, alguns se desviariam da fé verdadeira, dando ouvidos a “espíritos enganadores e a doutrina de demônios” (1Tm 4:1).
2. Até os escolhidos seriam colocados à prova pelos terríveis sinais e prodígios de engano, operados por “falsos cristos e falsos profetas” (Mt 24:24).
3. Heresias destruidoras, introduzidas dissimuladamente por falsos mestres e profetas, infamariam “o caminho da verdade” (2Pe 2:1, 2).
4. Paulo, em suas epístolas, fala da “sabedoria carnal” (2Co 1:12, RC) dos sábios deste século; “da operação do erro” (2Ts 2:11) nos que “não acolheram o amor da verdade” (2Ts 2:10, RC); fala daqueles que “não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3); dos “lobos devoradores” do rebanho; das oposições da falsa ciência, e das “filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens e segundo os rudimentos deste mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2:8, RC).
Assim, mediante as citações e expressões bíblicas neotestamentárias mencionadas, Deus predisse a obra e influência daqueles que, nos últimos dias, iriam negar, combater e tentar remover os pilares da verdade.
O Espírito de Profecia, por sua vez, preconizou que uma “obra de apostasia” terá lugar; haverá “uma confusão de fé” (Ellen G. White, O Cuidado de Deus [MM 1995], p. 332); “será deturpada uma verdade após outra” (ibid.); “serão removidos [...] os marcos (da verdade)” (ibid.); e “far-se-á uma tentativa para demolir as colunas de nossa fé” (ibid.). Após uma visão, Ellen G. White afirmou: “Os fundamentos de nossa fé [...] estavam sendo retirados, pilar por pilar. Nossa fé nada teria sobre o que se apoiar – o santuário estava eliminado, a expiação descartada. [...] Teorias sedutoras estão sendo ensinadas de tal modo que não as reconheceremos a menos que tenhamos um claro discernimento espiritual” (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 146).
“Os homens tentarão introduzir novas teorias e tentarão provar que essas teorias são escriturísticas, conquanto sejam errôneas, as quais, se forem aceitas, comprometerão a fé na verdade. Não, não; não devemos desviar-nos da plataforma da verdade em que fomos estabelecidos” (ibid., p. 193).
“O inimigo introduzirá doutrinas falsas, tais como a de que não existe um santuário. Este é um dos pontos em que alguns se apartarão da fé” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 224).
Pilar essencial do adventismo – As declarações acima deixam subentendido o fato de que não se pode encarecer demasiadamente o caráter vital da doutrina do santuário para nossa fé. Embora seja um ensinamento exclusivo da Igreja Adventista e praticamente a única doutrina que não temos em comum com nenhum outro grupo religioso (exceto os reformistas), a verdade sobre o santuário não pode ser vista como um ensinamento estranho, desvirtuado e indefensável; tampouco um simples expediente para justificar o episódio do desapontamento de 1844, como pretendem alguns.
Em vez de ser um desvio da fé cristã histórica, o ensino do santuário é a conclusão lógica e a inevitável consumação dessa fé. É uma verdade presente, uma verdade para os últimos dias; mensagem oportuna, confiada ao povo do advento.
Nem a igreja cristã primitiva nem a Reforma ensinaram essa verdade. Pouco mais de quatrocentos anos depois é que o juízo teve início no Céu, na fase final da mediação de Cristo, e Deus então suscitou um movimento para proclamar aos habitantes da Terra a vital e solene mensagem do santuário. Como igreja remanescente da profecia, cabe-nos o privilégio e a responsabilidade de ensinar essa verdade presente, no contexto das três mensagens de Apocalipse 14.
Essência do adventismo – O que a doutrina do santuário significa para a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Responde o grande estudioso e erudito denominacional Leroy Edwin Froom: “A verdade do santuário é a essência do adventismo e tudo abrange; qualquer enfraquecimento, negação ou supressão da verdade do santuário é questão séria, mesmo crucial. Qualquer desvio ou abandono dela fere o coração do adventismo, sendo um desafio à sua própria integridade” (Ministério Adventista, julho/agosto de 1971, p. 13).
A verdade do santuário é indubitavelmente o ponto cardial do sistema doutrinário adventista. Ellen G. White diz: “A luz proveniente do santuário iluminou o passado, o presente e o futuro” (O Grande Conflito, p. 423).
Passado. A compreensão da doutrina do santuário propiciou aos pioneiros a possibilidade de ver o evangelho e sua glória nos ritos e serviços do santuário mosaico – prefiguração do sacrifício e obra de Cristo – e os levou a compreender que o terrível e probante desapontamento que haviam experimentado (22 de outubro de 1884) havia sido predito e previsto por Deus mais de 1.700 anos antes, na visão do livrinho aberto comido simbolicamente por João (ver Ap 10:1-11). Mas, depois de esclarecido e solucionado o mistério da decepção, eles deviam, com novo ânimo, retomar e cumprir a inconfundível e peculiar missão profética que lhes estava reservada (“é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” – Ap 10:11), ou seja, a missão de proclamar ao mundo inteiro a tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14:6-12, verdade presente de Deus para as últimas gerações da Terra.
Presente. O entendimento da doutrina do santuário foi a chave que esclareceu o mistério do desapontamento de 1844 e lançou luz sobre pontos básicos de nossa fé e verdades essenciais da Bíblia. Em outras palavras, o santuário “revelou um conjunto completo de verdades ligadas harmoniosamente entre si” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 423), como: distinção de leis, lei de Deus, sábado, expiação, mediação, justificação, santificação, segunda vinda de Cristo, recompensa dos justos e dos ímpios e completa destruição do mal.
No dia 3 de abril de 1847, Ellen G.White teve uma visão do Santíssimo,
no templo do Céu. Contemplou a arca aberta e, dentro dela, as tábuas da lei. Um halo especial de luz incidia sobre o quarto mandamento. A partir desse momento, ficou claro para os pioneiros que a aceitação da verdade do santuário envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus e a obrigatoriedade da guarda do sábado do quarto mandamento.
Após a descoberta do santuário, visões de Ellen G. White mostraram a dimensão escatológica do conflito que se desenvolveria em torno da questão do verdadeiro sábado, trazendo o entendimento da mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14:9-13. Até esse momento, o sábado não tinha sido visto sob esse ângulo.
Pelo que acabamos de ver, percebe-se facilmente que, sem a doutrina do santuário, perderíamos nossa identidade como povo peculiar. Além disso, careceríamos de base como movimento profético, ficaríamos destituídos do sentido de missão e, consequentemente, sem razão de existir, como bem observou Froom: “Se não existe santuário no Céu, e nele não há operado um grande Sumo Sacerdote, e se já não existe mensagem da hora do juízo a ser, por ordem divina, pregada atualmente, então não há lugar para nós no mundo religioso, nem missão e mensagem denominacionais distintas, nem desculpas para ficarmos como entidade eclesiástica separada” (Ministério Adventista, julho/agosto de 1971, p. 13).
Futuro. Quando o livro da profecia de Daniel foi aberto no início do tempo do fim (Dn 12:4, 9; Ap 10:1, 2; 22:10), houve um despertamento mundial de pessoas em torno de solenes eventos a ocorrer brevemente – o juízo, a vinda de Cristo e o estabelecimento do reino de Deus. Sincera, mas equivocadamente, Miller e seus companheiros nos Estados Unidos entenderam que “a purificação do santuário” (Dn 8:14), que se daria em 22 de outubro de 1844, segundo a explanação de Daniel 9:23-27, seria a volta de Cristo à Terra, trazendo juízo de fogo e com ele os tão ansiados novos Céus e nova Terra (2Pe 3:7, 10, 12, 13).
Porém, a data passou. As expectativas da segunda vinda de Jesus não se cumpriram; aquilo que na boca tinha sido doce como mel (a crença na iminente vinda de Cristo) se tornou amargo no estômago (Ap 10:8-10), e o movimento do advento se esfacelou. Uma parte dele, sentindo-se enganada, desiludida e revoltada, deixou completamente suas crenças religiosas, retornando à sua anterior maneira de viver, sem fé e sem esperança no mundo. Outra parte, deixando de lado o interesse pelas profecias, as inquietudes escatológicas e as verdades e pontos de fé diferenciais que haviam aprendido no movimento adventista, pediu readmissão e retornou às suas igrejas de origem. Um terceiro segmento dos decepcionados, não se conformando com o desapontamento, nem admitindo haver cometido qualquer erro de interpretação profética, continuou marcando novas datas para a vinda de Cristo e sofrendo novos e sucessivos reveses.
Por fim, um quarto grupo, o menor deles, composto por apenas 50 a 60 pessoas (entre eles José Bates, Tiago White, Hiram Edson e Ellen G. Harmon), assumiu uma atitude diferente, mais sábia e equilibrada que a dos demais: eles não voltaram para o mundo nem retornaram às suas igrejas de origem porque, desde que se associaram ao movimento milerita (que não visava a formar uma nova denominação, mas despertar e preparar as pessoas, em suas igrejas, para o encontro com o Senhor), experimentaram um crescimento na fé, na espiritualidade e
no conhecimento das verdades bíblicas e proféticas que não possuíam antes. Esse remanescente não cogitou também marcar novas datas para a vinda de Cristo.  Crendo fervorosamente que sua experiência provinha de Deus e que as Escrituras não mentem nem falham, decidiram continuar investigando mais profundamente as doutrinas bíblicas, para obter consolação e descobrir onde haviam errado. Tinham fé e acreditavam que Deus estava com eles e que finalmente lhes esclareceria o mistério do desapontamento.
Luz no santuário –  Um dia depois do desapontamento, Hiram Edson teve a famosa visão do campo de milho, na qual lhe foi dada uma espécie de intuição acerca do que realmente ocorrera no dia amargo. A partir daquele princípio, o médico F. B. Hann e o professor Owen Crosier começaram a realizar estudos com vistas ao desvendamento do mistério da desilusão experimentada. Ao estudar os livros de Levítico, Êxodo, Apocalipse e especialmente Hebreus, os pioneiros notaram a existência inequívoca de um santuário no Céu. Perceberam que esse santuário não é o próprio Céu, mas está no Céu, e foi o modelo dado por Deus a Moisés para a edificação do santuário terrestre (Êx 25:8, 9, 40; Hb 8:5).
Descoberta a relação entre os dois santuários – o celestial e o mosaico – estava estabelecido o princípio de correlação tipo/antítipo, sombra/objeto, figura/realidade. O santuário terrestre – realidade visível – apontava para o celestial, realidade invisível (Hb 8:9-5; 9:9, 23, 24).
O santuário do novo concerto era o grande original; o do antigo concerto, a cópia. O primeiro estava no Céu, e o segundo, na Terra. Esse foi construído pelo homem; aquele, por Deus. No terrestre, oficiavam sacerdotes da ordem levítica; no celestial, Jesus, ministro segundo a ordem de Melquisedeque, isto é, com base na excelência de Seu caráter, méritos e atribuições (Hb 7:11, 15-19).
Atentando para Hebreus 9:11, onde é dito que o santuário celestial é “maior e mais perfeito” do que o terrestre, os pioneiros compreenderam que “o esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o trono de Deus. A morada do Rei dos reis, em que milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão em pé diante dEle (Dn 7:10), sim, aquele templo, repleto da glória do eterno trono, onde serafins, seus resplandecentes guardas, velam a face em adoração – não poderia encontrar na estrutura mais magnificente que hajam erigido mãos humanas, senão pálido reflexo de sua imensidade e glória. Contudo, importantes verdades relativas ao santuário celestial e à grande obra ali levada a efeito pela redenção do homem, foram ensinadas pelo santuário terrestre e seu culto” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 414).
Mais evidências – Os primeiros adventistas do sétimo dia encontraram abundantes e concretas evidências da realidade do santuário do Céu nas visões dadas a João a respeito do templo celestial. Ele viu que “diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus” (Ap 4:5, RC); viu que “veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono” (Ap 8:3); e, quando se “abriu no Céu o templo de Deus” (Ap 11:19) e João olhou para dentro do véu interior, ou lugar santíssimo, viu ali “a arca da Aliança”, representada pelo receptáculo onde se guardava a lei no santuário terrestre. Dessa forma, ficou estabelecido esse fundamental pilar do sistema da verdade de Deus, que é a gloriosa, multifacetada e bendita doutrina do santuário.

Texto de Deilson Storch de Almeida teólogo, historiador e escritor; publicado na RA de Set/2011.