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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Matrículas Abertas Para o Clube de Desbravadores

Estão abertas as matrículas para o Clube de Desbravadores Autor da Minha Fé. Se você tem filhos com idade entre 10 a 15 anos vá a igreja adventista no dia 23 de fevereiro ou no dia 09 de março no horário das 08:00 às 10:30 da manhã, ou a tarde entre as 15:00hs às 17:30 para efetuar a matrícula de seu filho. Será necessário levar todos os dados do juvenil e o pequeno valor de R$5,00 referente a taxa de matrícula. O clube de Desbravadore Autor da Minha Fé tem mais de 15 anos de atuação no nosso município educando jovens de todas as crenças com princípios cristãos. MATRÍCULE SEU FILHO NO CLUBE DE DESBRAVADORES!

sábado, 30 de março de 2013

O exemplo da educação adventista

Em meio a todo o alvoroço na reforma da educação, o sistema escolar adventista do sétimo dia pode parecer um lugar inesperado para procurar modelos para melhorar o desempenho dos alunos. Mas ao educar a mente, o corpo e o espírito, as escolas adventistas superam a média nacional através de todas as demografias. Ultimamente, a reforma de educação tem estado no centro do palco à medida que os americanos lutam para fechar o frequentemente criticadogap de êxito. Mas calmamente em nosso meio o segundo maior sistema escolar cristão no mundo tem estado firmemente superando a média nacional – através de todos os dados demográficos. O currículo holístico (integral) dos adventistas do sétimo dia serve como um modelo para superar essa lacuna – a disparidade no desempenho acadêmico entre estudantes de baixa renda e de minoria e seus colegas nas comunidades de alta renda. Mas, ainda mais, ele mostra como estreitar a lacuna entre a mente, o corpo e o espírito, verdadeiramente educando os alunos para o sucesso.

Agora, eu não estou advogando para que a instrução religiosa seja incluída no currículo escolar. Pelo contrário, o que a minha pesquisa indica é que a aprendizagem holística – uma educação que não ergue barreiras artificiais entre as disciplinas e entre a mente, o corpo e o espírito – realmente resulta em maior desempenho do aluno. 

As escolas adventistas superam suas concorrentes 

Desde 2006, como parte do estudo Cognitive Genesis (estudo da Gênese Cognitiva), dois colegas e eu reunimos dados sobre mais de 50 mil alunos matriculados nas escolas adventistas do sétimo dia. (Desconhecida para muitos, a Igreja Adventista opera um sistema escolar cristão que, em tamanho, fica atrás somente das escolas paroquiais católicas romanas.) Enquanto temos acreditado há muito tempo na efetividade da abordagem holística que as escolas adotam, queremos quantificar, empiricamente, quão bem os alunos das escolas adventistas se saem.

Mesmo nós ficamos surpresos com os resultados. Nosso estudo de quatro anos e com financiamento independente mostrou que os alunos em escolas adventistas superaram seus pares na média nacional em cada área.

Entre 2006 e 2010, meus colegas e eu analisamos pontuações de testes de 51.706 alunos, baseados no Iowa Test of Basic Skills para as séries 3-8, no Iowa Test of Educational Development para as séries 9 e 11, e o Cognitive Test Abilities para todas as séries, assim como pesquisas preenchidas pelos alunos, pais, professores e administradores escolares. 

Em cada categoria, os alunos que frequentam as escolas adventistas pontuaram mais alto que a media nacional. Eles também pontuaram mais alto que seu êxito esperado baseado na habilidade individual – um fator que poucas escolas medem. 

Um dos achados mais dramáticos é que os alunos que se transferiram para escolas adventistas viram uma melhora marcante no desempenho acadêmico. Quanto mais anos um aluno frequentou a escola adventista, mais seu desempenho melhorou. 

Condições socioeconômicas e financiamento não são fatores determinantes 

Um cético poderia argumentar que as escolas particulares como essas dirigidas pelos adventistas são compostas principalmente por alunos saudáveis e de classe média alta; consequentemente, a razão do desempenho mais alto. Não é assim. Nossa pesquisa mostra que os dados demográficos das escolas adventistas estão mais perto daqueles das escolas públicas, com alta diversidade econômica e socioeconômica. A matrícula é aberta, o que significa que os alunos são admitidos sem o tipo de seleção de habilidade que muitas outras escolas particulares aplicam. Na América do Norte, a Igreja Adventista administra quase mil escolas, muitas das quais são pequenas e rurais. Não encontramos relação entre o tamanho da escola que os alunos frequentavam e o desempenho.

De modo significativo, nesta época de orçamentos decrescentes para as escolas públicas, não encontramos nenhuma ligação entre gasto por aluno e rendimento do aluno. A pesquisa feita por Dave Lawrence, aluno da graduação na Universidade La Sierra, em Riverside, Califórnia, indica que alunos em escolas adventistas que gastam de 2.000 a 4.000 dólares por aluno estão quase no mesmo nível de rendimento que alunos em escolas que gastam 12.000 dólares por aluno. O Sr. Lawrence não encontrou correlação significativa entre o orçamento da escola e a realização do aluno. 

As vantagens de uma abordagem holística 

Então como explicamos a vantagem adventista? Acreditamos na abordagem holística que essas escolas adotam – um compromisso de educar a mente, o corpo e o espírito. Ao contrário das escolas públicas, as escolas adventistas em todo o país têm um currículo padrão. Essa abordagem inclui os “três Rs” tradicionais com ênfase no desenvolvimento espiritual e físico. Há uma coerência e uma ligação entre as escolas adventistas que não existem com frequência em outros sistemas.

Alguns dos maiores indicadores da realização do aluno, de acordo com modelos estatísticos que desenvolvemos, incluem se os alunos têm uma percepção espiritual positiva, se têm um relacionamento saudável com seus pais, e se cuidam de sua própria saúde. Essas são atitudes que podem ser cultivadas e apontam para a importância de uma abordagem holística da educação. 

Nos últimos anos, a Igreja Adventista tem sido assunto de muita fascinação pública por causa do seu foco na saúde, longevidade e integridade. (O canal PBS [Public Broadcasting Service] exibiu um documentário no início deste ano, “Os Adventistas”, e o livro The Blue Zones [As Zonas Azuis] foi publicado em 2008.) Mas nossa pesquisa mostra que a educação adventista também pode ser um laboratório de aprendizagem, mostrando como estudantes do jardim da infância até o terceiro ano do ensino médio podem ultrapassar as expectativas. 

A verdadeira reforma do sistema de escolas públicas precisará de trabalho árduo e inovação, mas os adventistas dão um exemplo que pode ajudar os reformadores a apertar o botão de “reset” (reiniciar). Eliminar as barreiras artificiais entre os sujeitos e ajudar os alunos a verem o link entre como eles vivem e como aprendem são passos fundamentais, mas cruciais, para estabelecer a fundação para a verdadeira reforma.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Esperança Para os Pecadores Perdidos


Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento. Lucas 5:31, 32.
Os pecadores foram o objeto especial da missão de Cristo — pecadores de todas as raças e climas. … Todos Lhe são caros, porque são a aquisição de Seu sangue. As missões domésticas devem receber decidida atenção. Que se busque todo pecador nos limites de nossos lares e de nossa vizinhança. Façam-se esforços pessoais em seu favor. Com os casos que pareçam mais sem esperança deve ser trabalhado com o maior fervor, com fé, esperança e sincera oração.
Aqueles sobre os quais Satanás exerce seu poder mais decididamente são os que despertam a simpatia do grande e amoroso coração do Salvador. Ele sempre quer que aqueles que se acham reunidos no redil saiam ao deserto para buscar e salvar as ovelhas perdidas. Sente Ele o mais terno amor por aqueles que foram enredados pelo enganador poder de Satanás. E quando de fato as ovelhas perdidas são achadas por Jesus, que alegria e regozijo há em todo o Universo do Céu!
Ouve-se-Lhe a voz em acentos de ternura, súplica e amor! “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Isaías 55:6, 7.
O homem mortal não pode ler o coração do semelhante, e é muitas vezes enganado por meras aparências exteriores. Aquele, porém, que sabe ler o coração dos homens como livro aberto, nunca julga mal. Sempre julga com justiça, e sabe que atmosfera circunda a todo ser. Sabe como são muitas e ferozes as lutas da pessoa para vencer as tendências hereditárias, naturais, e os pecados que se tornaram comuns devido ao hábito da repetição.
Diz o Senhor: Ele é Meu; Eu o comprei com agonia e sangue humanos. Por muito tempo suportei suas maneiras, sua conduta descortês e ingrata para comigo, entretanto Eu Me guardo de o cortar, esperando, mediante Meus cooperadores, levá-lo ao arrependimento, a fim de que o possa curar, e lavá-lo e purificá-lo em Meu sangue.
Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág. 339.

A Oração de uma Criança


Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz. Isa. 43:18 e 19.
Frank Deford ficou devastado pela morte da sua filha Alexandra. A fibrose cística ceifara sua vida aos 8 anos de idade. Vários meses depois do enterro, o assunto de uma possível adoção veio à tona. Talvez os Deford pudessem adotar outra menina. Chris, o filho, achou que aquela era uma boa idéia. Mas Frank relutava. Certamente dar um lar para uma criança necessitada era uma boa coisa, mas Frank nem podia pensar em trazer uma estranha para ocupar o lugar de Alexandra. Não parecia justo. Ninguém nunca poderia substituí-la naquela casa.
Mas uma noite, a esposa de Frank fez uma observação: “Sabe, se quiséssemos ter um bebê, é pouco provável que o pudéssemos conseguir aqui nos Estados Unidos. Ele teria que vir de algum país distante.”
Sim, Frank entendia isto. Então sua esposa perguntou: “Lembra-se da oração de Alexandra?” Sim, Frank se lembrava. Sua filha sempre orava: “Deus, por favor, cuida do nosso país, e traga algumas pessoas necessitadas para o nosso país.”
Lágrimas brotaram dos olhos de Frank. Agora ele entendeu. Uma criança adotada não iria substituir Alexandra, mas seria a resposta para a oração dela. Em poucos meses, os Deford, com muita alegria, receberam em seu lar uma preciosa menina vinda das Filipinas. Agora, eles podiam seguir em frente e reconstruir a vida.
Podemos ficar presos na dor do passado, ou partir para novos começos. Novos começos não ignoram nem apagam o passado, mas nos levam para além da dor devastadora. O passado é um professor, mas não é nosso senhor. Alguém disse, com muita propriedade: “Você nunca poderá correr para frente olhando para trás.”
A cada manhã, Deus nos convida para um novo começo. Frank Deford e sua esposa começaram de novo. Sua filha adotiva não substituiu Alexandra, mas trouxe-lhes uma nova alegria. Eles descobriram que as misericórdias de Deus “não têm fim”, e que elas “renovam-se cada manhã”.
Podemos descobrir este Deus de novos começos em nossa vida também. Podemos libertar-nos dos nossos erros passados. Podemos começar outra vez. Que hoje seja o seu dia de um novo começo.
Pr. Mark Finley – Sobre a Rocha.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O dom profético de Deus


De maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo. I Cor. 1:7.
Nos primórdios do movimento adventista, um pregador protestante muito conhecido desafiou Tiago White com uma pergunta: “Não é verdade que vocês, adventistas, acreditam na Bíblia, e somente na Bíblia? Se é assim, por que vocês têm uma assim chamada profetisa em sua igreja?”
Tiago White respondeu: “Nós, adventistas, aceitamos toda a Bíblia, até mesmo aquelas partes que falam do dom de profecia. Rejeitar o dom de profecia é negar as passagens bíblicas que prometem que Deus levantaria o ‘dom’ em nossos dias.”
Em dezembro de 1844, Ellen Harmon, então com 17 anos de idade, recebeu sua primeira visão. Ela viu o povo adventista viajando para o Céu por um caminho ascendente, tendo uma luz brilhante a iluminar aquele caminho. Essa foi uma mensagem animadora para aquele pequeno grupo de crentes espalhado por vários lugares, o qual, mais tarde, veio a ser conhecido como adventistas do sétimo dia.
De 1844 até a sua morte, Ellen White recebeu mais de 2.000 visões proféticas e sonhos, escreveu mais de 25 livros e falou para dezenas de milhares de pessoas em três continentes. Com impressionante precisão e visão, ela escreveu sobre temas como educação, nutrição, vida de Cristo, religião prática, condições do mundo, saúde, prática médica, a iminente crise mundial e muitas outras coisas.
Em seu livro California, Romantic and Beautiful, George Wharton James escreveu sobre Ellen White: “Essa mulher notável, embora quase totalmente autodidata, escreveu e publicou mais livros, e estes em um maior número de idiomas, e com extensa circulação, do que a obra escrita por qualquer outra mulher na história” (pág. 320).
Deus deu o dom de profecia para o Seu povo para que prosperássemos física, mental e espiritualmente. Sua promessa para nós, hoje, é: “Crede nos Seus profetas e prosperareis.” II Crôn. 20:20.
Você estima o dom profético de Deus? Você o aceita como uma dádiva de um amoroso Senhor, que quer você mais perto dEle dia após dia? Ao aceitar hoje o dom especial de Deus para Sua igreja, você obterá a verdadeira prosperidade celestial.
Pr. Mark Finley – Sobre a Rocha.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Graça divina, nossa maior necessidade


Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar. 1 Coríntios 9:16.
Genuína conversão nos coloca diariamente em comunhão com Deus. Haverá tentações a serem enfrentadas e forte corrente oculta nos desviando de Deus para nossa antiga condição de indiferença e pecaminoso esquecimento de Deus. Nenhum coração humano pode manter-se forte sem a graça divina. Ninguém pode permanecer convertido sem que cuide de si mesmo e o Mestre cuide dele. A menos que o coração se apegue firmemente a Deus, e Deus o segure com firmeza, ele se tornará presunçoso e exaltado, e certamente tropeçará e cairá. O poder de Deus mediante a fé era a confiança de Paulo. “Já não sou eu quem vive — exclama ele com humildade — mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20. “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” 1 Coríntios 9:26, 27.
Paulo tinha tão constante receio de que suas más propensões lhe levassem a melhor, que estava constantemente combatendo, com firme resistência, apetites e paixões ingovernáveis. Se o grande apóstolo estremecia em vista de suas fraquezas, quem tem o direito de sentir-se presunçoso e arrogante? No momento em que começamos a sentir-nos auto-suficientes e presunçosos, estamos em perigo de um ignominioso fracasso.
Nossa única proteção segura contra pecados assediantes é a oração, a oração diária e freqüente. Não sendo zeloso num dia e descuidado no dia seguinte; mas, por meio de vigilância e diligência, sendo vitalizados pela comunhão com Deus. A oração é necessária, e não devemos esperar pelo sentimento, mas orar, orar fervorosamente, quer nos sintamos dispostos a fazê-lo, quer não. O Céu está aberto a nossas orações. A oração é o meio que conduz nossa gratidão e anseios de alma pela bênção divina ao trono de Deus, para nos serem retribuídos em refrigerantes aguaceiros da graça divina. Da parte de muitos, permite-se que esse conduto se congele, e então é interrompida a ligação com o Céu. … Oxalá passássemos mais tempo prostrados de joelhos e menos tempo planejando para nós mesmos e pensando que podemos fazer alguma coisa grande.
Ellen G. White, Cuidado de Deus, pág. 269.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fazemos realmente sacrifícios?


Folguem e alegrem-se em Ti os que Te buscam; digam constantemente os que amam a Tua salvação: Engrandecido seja o Senhor. Salmos 40:16.
Muitos falam da vida do cristão como tirando de nós prazeres e alegrias mundanos. Digo que ela não tira coisa alguma digna de ser conservada. Sofrem os cristãos perplexidades, pobreza e aflições? Oh, sim, isto se espera nesta vida! Está, porém, o pecador, de quem falamos como fruindo os prazeres deste mundo, livre desses males? Não os vemos nós muitas vezes em profunda perplexidade e turbação? …
Os cristãos pensam por vezes que têm vida difícil e que é uma condescendência de sua parte apegar-se a uma verdade impopular e professarem ser seguidores de Cristo, que o caminho parece duro e têm muitos sacrifícios a fazer, quando em realidade não fazem sacrifício nenhum. Se na verdade são adotados na família de Deus, que sacrifício fizeram? Talvez o seguir a Cristo haja rompido alguma amizade com parentes amantes do mundo, mas considerai a troca — seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro, elevados, sim, grandemente exaltados, para serem participantes da salvação, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo numa herança incorruptível. … Chamaremos um sacrifício de nossa parte o ceder o erro pela verdade, as trevas pela luz, o pecado pela justiça, um nome e uma herança perecíveis na Terra por honras perduráveis e um tesouro incontaminado e incorruptível?
Mesmo nesta vida o cristão tem Alguém em quem se apoiar, o qual o ajudará a suportar todas as suas provações. Todavia o pecador tem de sofrer sozinho as suas. Desce à sepultura sofrendo remorsos em meio de trevas ligado por Satanás, pois é sua presa legal. …
Se há alguém que devia ser continuamente agradecido, é o seguidor de Cristo. Se há alguém que frua felicidade real, mesmo nesta vida, é o fiel cristão. … Se apreciamos ou temos qualquer senso de quão cara foi comprada nossa salvação, tudo quanto chamamos sacrifício perderá todo significado.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 197.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Bíblia viva em minha vida


Nos últimos 80 dias, Deus tem me permitido amar Sua Palavra de um modo novo e especial. Por diversas vezes, interrompi meu ano bíblico sem ao menos perceber, e acabava acumulando aquela pontinha de frustação que sempre entristecia. Então, no fim do ano passado, na última Comissão Diretiva da União Centro-Oeste Brasileira da Igreja Adventista (Ucob), tive contato com o voto da Divisão Sul-Americana (DSA) que apresentava o projeto “Reavivados Por Sua Palavra”. Ao ler e entender a iniciativa da igreja adventista mundial, fiquei com o coração impressionado. Compreendi que Deus está querendo algo mais para Seu povo. O chamado para algo especial para o tempo do fim. Reavivamento e reforma não são um “modismo eclesiástico”, mas um chamado divino a Sua igreja para terminar a obra neste mundo.

Conversando com a administração da União, decidimos preparar um Guia de Leitura da Bíblia para estes três anos e meio de leitura. Começamos a preparar o material e a divulgá-lo o dia 17 de abril. Ao fazer isso, em meu coração foi nascendo o propósito de participar ativamente desse movimento mundial. O dia de lançamento foi se aproximando e eu me convencendo de que não podia ser apenas um programa lançado, mas que eu deveria viver essa experiência de renovação.

O dia chegou e, ao começar às 5h15 do dia 17 de abril, pedi sinceramente a Deus que me ajudasse a cumprir toda a jornada que apenas estava começando naquela madrugada.

Pedi a Deus algo novo e significativo naquela madrugada. Sem nenhuma pretensão ou plano específico, decidi escrever um tweet compartilhando a impressão da leitura feita em Gênesis 1. Qual não foi minha surpresa quando, após alguns minutos, li um tweet de um amigo que também havia feito o mesmo; um pouco depois, li pouco e outro, e, assim, sem combinar nada, uns quatro ou cinco de nós tuitamos e retuitamos mensagens. No dia seguinte, fizemos a mesma coisa e um sentimento muito legal de incentivo à leitura brotou em meu coração. Nos últimos 80 dias, Deus tem feito maravilhas em minha vida a cada manhã. Acordo com uma fome de Bíblia e não vejo a hora de ler e compartilhar as impressões de Deus com os amigos!

Isso tem me levado a conhecer uma nova versão da Bíblia. Tenho várias versões dela em minha biblioteca, em casa, mas a Bíblia viva de verdade é aquela versão da Palavra que eu coloco em meu coração e em minha vida a cada manhã, buscando ao Senhor.

Nestes oitenta dias, pela primeira vez não falhei um dia na leitura e tenho orado para que o Senhor me dirija até o fim na caminhada desse plano de leitura. Em nome de Jesus, quero ler o último capítulo lá na 60ª Sessão da Conferencia Geral da Igreja Adventista, em San Antonio, USA, em julho de 2015. Muito mais do que apenas estar lá, quero entregar a Jesus a gratidão de conhecer a Palavra dEle e ter minha vida transformada cada dia por Suas verdades.

Quero agradecer a Deus e a amigos queridos que têm se juntado a cada manhã, vivendo algo totalmente novo. Esse Culto Vespertino Virtual tem me abençoado muito. Em cada perspectiva e impressão de um novo tweet, esses 140 caráteres me ajudam a ver algo que eu nem sequer havia imaginado. Com isso, um leque gigantesco de compreensões e verdades é acrescentado à minha experiência cristã.

Deus seja louvado pelo que Ele tem nos levado a descobrir e viver com o projeto “Reavivados Por Sua Palavra”!

Faça planos de integrar-se a esse movimento do povo de Deus. É tempo de fazer da Palavra seu alimento de cada manhã. Venha fazer parte da família #rpsp.

(Pastor Nelson Milanelli Junior, líder de jovens e de comunicação da Ucob)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Paz na tempestade

À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz. Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim. Sal. 55:17 e 18.
 
No dia 3 de fevereiro de 1943, um torpedo atingiu o S.S. Dorchester, no Atlântico Norte. Cheio de soldados americanos, o navio fez água e começou a adernar para estibordo. Instalou-se o caos. O rádio se quebrou e os homens corriam em círculos, apavorados. Muitos foram para o convés, sem o colete salva-vidas. Barcos salva-vidas viraram; e as balsas se afastaram, antes que alguém pudesse alcançá-las. Mais tarde, sobreviventes disseram que parecia haver apenas uma pequena ilha de ordem em toda a confusão: o convés erguido a estibordo, onde estavam quatro capelães.
George Lansing Fox e Clark Poling, pastores; Alexander David Goode, um rabino; e John Washington, um padre, calmamente distribuíam coletes e guiavam os homens aterrorizados para os barcos salva-vidas. Um sobrevivente disse ter ouvido o choro de centenas de homens implorando, orando e fazendo promessas. Os capelães diziam palavras de ânimo e confiança. “A voz deles era a única coisa que me fazia prosseguir”, ele disse.
Quando já não havia mais coletes, os capelães deram os seus para os que necessitavam. Um dos últimos homens a deixar o navio olhou para trás e os viu de pé, firmes. Abraçados, seguravam-se no convés. Em meio às ondas, suas vozes ainda ressoavam ao orarem em latim, hebraico e inglês. Como disse um marinheiro: “Foi a coisa mais bonita que jamais vi, ou espero ver.”
Só a paz de Deus pôde manter os capelães calmos naquele caos. A palavra hebraica para paz é shalom, cujo radical quer dizer “estar completo”. Quando você está em paz, está completo. Nenhuma ansiedade vai prejudicá-lo. Nenhum temor destruirá sua alegria. Nenhuma preocupação extinguirá sua felicidade. Em qualquer circunstância, Deus nos oferece o dom da Sua paz. “Uma pessoa em paz com Deus e seus semelhantes não pode ser infeliz. …O coração em harmonia com Deus eleva-se acima dos aborrecimentos e provas desta vida.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 488. “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti.” Isa. 26:3. Que dádiva! A paz de Deus pode ser nossa, hoje.
Pr. Mark Finley – Sobre a Rocha.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Música

A arte da melodia sagrada era diligentemente cultivada [nas escolas dos profetas]. Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção; ouviam-se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras maravilhosas. Deste modo, fazia-se com que a música servisse a um santo propósito: erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e elevador, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. — Fundamentos da Educação Cristã, 97, 98.
A música faz parte do culto a Deus. nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido cultivo da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta. — Patriarcas e Profetas, 594.
Foi-me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma harpa de ouro. Na extremidade inferior dela havia um dispositivo para virar, fixar a harpa, ou mudar os tons. Seus dedos não corriam pelas cordas descuidosamente, mas faziam vibrar diferentes cordas para produzir diferentes acordes. Há um anjo que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o tom, depois todos se ajuntam na majestosa e perfeita música do Céu. Ela é indescritível. É melodia celestial, divina, enquanto cada semblante reflete a imagem de Jesus, irradiando glória indizível. [...]
Foi-me mostrado que a juventude precisa pôr-se em uma plataforma mais elevada e fazer da Palavra de Deus sua guia e conselheira. Responsabilidades solenes repousam sobre os jovens, às quais eles mal atentam. A introdução da música em seus lares, em lugar de estimular à santidade e espiritualidade, tem sido um meio de afastar a mente deles da verdade. Canções frívolas e partituras de músicas populares de sucesso parecem estar de acordo com seu gosto. Instrumentos musicais têm tomado o tempo que deveria ser empregado em oração. A música, quando bem utilizada, é uma grande bênção, mas quando mal-usada. uma terrível maldição. Ela agita, mas não confere aquela força e coragem que o cristão pode encontrar unicamente no trono da graça, enquanto humildemente torna conhecidas suas necessidades e com fortes clamores e lágrimas roga por forças do Céu para ser robustecido contra as poderosas tentações do maligno. Satanás lidera os jovens cativos. Oh, que posso eu dizer para levá-los a romper com esse poder fascinador! Satanás é um habilidoso sedutor, atraindo-os à perdição. — Testimonies for the Church 1:146, 497.
Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 32.

A crítica e seus efeitos

Devem os cristãos ser cuidadosos em relação a suas palavras. Não devem nunca passar adiante informações desfavoráveis, de um de seus amigos a outro, especialmente se perceberem haver falta de união entre eles. É cruel dar a entender e insinuar, como se soubéssemos em relação a esse amigo ou aquele conhecido, muita coisa ignorada pelos demais. Essas insinuações prosseguem e criam impressões mais desfavoráveis do que se os fatos fossem francamente relatados, de maneira livre de exagero. Que danos não tem sofrido a igreja de Cristo por causa dessas coisas! O procedimento incoerente e desavisado de seus membros tem tornado a igreja débil como a água. Tem sido traída a confiança por membros da mesma igreja, e no entanto o culpado não pretendia fazer mal. A falta de prudência na escolha de assuntos de conversa tem feito muito dano.
Deve a conversa ser sobre coisas espirituais e divinas; mas tem sido diferente. Se a associação com amigos cristãos é dedicada especialmente ao aperfeiçoamento da mente e do coração, não haverá remorsos depois, e poderão recordar a conversa com prazer e satisfação. Mas se as horas são despendidas em leviandades e em falar ocioso, empregando-se o precioso tempo em dissecar a vida e o caráter de outros, a associação amistosa se demonstrará fonte de males, e sua influência será “cheiro de morte para morte”. 2 Coríntios 2:16. — Testimonies for the Church 2:186, 187.
Pensar o bem a respeito de todos — Quando damos ouvidos a uma difamação contra nosso irmão, somos responsáveis pela mesma. À pergunta: “Senhor, quem habitará no Teu tabernáculo? Quem morará no Teu santo monte?”, responde o salmista: “Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração: aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo”. Salmos 15:1-3.
Que quantidade de vã tagarelice seria evitada, se todos se lembrassem de que aqueles que lhes contam as faltas dos outros, com a mesma sem-cerimônia publicarão as faltas dos seus interlocutores, caso tenham oportunidade! Devemos esforçar-nos por pensar bem de todas as pessoas, especialmente de nossos irmãos, até que sejamos forçados a pensar de outro modo. Não devemos ter pressa em acreditar em relatórios maus. Eles são muitas vezes resultado de inveja ou mal-entendidos ou podem proceder de exageros ou de uma exposição tendenciosa de fatos. O ciúme e a suspeita, caso se lhes dê atenção, espalhar-se-ão aos quatro ventos, como as sementes de uma praga. Se um irmão se desvia, é então ocasião de mostrarem seu real interesse por ele. Vão falar com ele bondosamente, orem com ele e por ele, lembrando-se do preço infinito que Cristo pagou por sua redenção. Desse modo poderão salvar uma pessoa e cobrir “multidão de pecados”. Tiago 5:20.
Um olhar, uma palavra e mesmo a inflexão da voz, podem ser a expressão da falsidade, cravando-se qual seta farpada em algum coração, infligindo-lhe ferida incurável. Assim uma dúvida, uma difamação, pode ser lançada sobre uma pessoa por intermédio da qual Deus iria realizar uma boa obra, prejudicando-lhe a influência e destruindo-lhe a utilidade. Entre algumas espécies de animais, se um dentre eles é ferido e cai, é imediatamente atacado e rasgado em pedaços por seus companheiros. No mesmo espírito cruel condescendem homens e mulheres que tomam o nome de cristãos. Manifestam um zelo farisaico em apedrejar outros menos culpados que eles. Alguns apontam para as faltas e fracassos alheios a fim de distrair a atenção dos outros, ou para serem considerados muito zelosos em prol de Deus e da igreja. — Testimonies for the Church 5:58, 59.
O tempo gasto em criticar os motivos e atos dos servos de Cristo melhor poderia ser empregado em oração. Muitas vezes, se os que buscam defeitos nos outros conhecessem a verdade acerca desses a quem criticam, teriam opinião inteiramente diversa. Quanto melhor não seria que, em vez de criticar e condenar os outros, cada um dissesse: “Preciso cuidar de minha própria salvação. Se eu cooperar com Aquele que deseja salvar a minha alma, terei que vigiar diligentemente a mim mesmo. Terei que excluir de minha vida todo mal. Tenho que tornar-me uma nova criatura em Cristo. Tenho que vencer todo defeito. Então, em vez de enfraquecer os que estão a lutar contra o mal, posso fortalecê-los com palavras animadoras”. — Testimonies for the Church 8:83, 84.
O invejoso não reconhece o bem nos outros — Não devemos permitir que nossa perplexidade e desapontamentos nos corroam, tornando-nos impertinentes e impacientes. Não haja discórdia, nem suspeitas ou maledicência, para não ofendermos a Deus. Meu irmão, se abrir seu coração à inveja e às vis suspeitas, o Espírito Santo não poderá habitar em você. Busque a plenitude que há em Cristo. Trabalhe da forma por Ele indicada. Que todo pensamento, palavra e ato O revele. Tem de haver um diário batismo do amor que nos dias dos apóstolos os unificava. Esse amor trará saúde ao corpo, espírito e mente. Circunde seu espírito com uma atmosfera que fortaleça a vida espiritual. Cultive a fé, a esperança, o ânimo e o amor. Que a paz de Deus reine no seu coração. — Testimonies for the Church 8:191.
A inveja não é meramente um desvio de temperamento, mas uma desordem que afeta todas as faculdades. Começou com Satanás. Ele desejou ser o primeiro no Céu e, como não alcançasse todo o poder e glória que buscava, rebelou-se contra o governo de Deus. Invejou nossos primeiros pais, tentando-os ao pecado, e assim os arruinou, e a todo o gênero humano.
O invejoso fecha os olhos às boas qualidades e nobres ações dos outros. Está sempre pronto a desprezar e representar falsamente aquilo que é excelente. Os homens muitas vezes confessam e abandonam outras faltas; do homem invejoso, porém, pouco se pode esperar. Visto como invejar a alguém é admitir que ele e superior, o orgulho não tolerará nenhuma concessão. Se for feita uma tentativa de convencer de seu pecado a pessoa invejosa, ela se torna ainda mais amarga contra o objeto de sua paixão, e muitas vezes permanece incurável.
O invejoso espalha veneno aonde quer que vá, separando amigos e suscitando ódio e rebelião contra Deus e as pessoas. Procura ser considerado o melhor e o maior, não mediante heróicos e abnegados esforços por alcançar o alvo da excelência, mas sim ficando onde está e diminuindo o mérito dos outros. [...]
O apóstolo Tiago diz que a língua que se deleita no dano que causa, a língua mexeriqueira que diz: “Conte, e eu o espalharei” (Tiago 3:6), é inflamada pelo inferno. Ela espalha tições de fogo por toda parte. Que importa ao tagarela se ele difama o inocente? Ele não deterá sua obra má, embora destrua a esperança e o ânimo daqueles que já estão se afogando sob as suas cargas. O que mais fazem é condescender com a sua inclinação de amar o escândalo. Mesmo professos cristãos fecham os olhos a tudo que é puro, honesto, nobre e amável, entesourando tudo que é objetável e desagradável, e publicando-o ao mundo. — Testimonies for the Church 5:56, 57.
Ciúme e falsidade — Dói-me dizer que existem línguas desenfreadas entre os membros da igreja. Há línguas falsas, que se alimentam da maldade. Há línguas astutas, que segredam. Há loquacidade, impertinente intrometimento, insinuações hábeis. Entre os amantes da tagarelice, alguns são movidos pela curiosidade, outros pela inveja, muitos pelo ódio contra aqueles por meio dos quais Deus falou para os reprovar. Todos esses elementos discordantes estão ativos. Alguns ocultam seus sentimentos reais, enquanto outros estão ansiosos por divulgar tudo que sabem, ou mesmo suspeitam, dos males alheios.
Vi que o próprio espírito de perjúrio, capaz de transformar a verdade em falsidade, o bem em mal, e em crime a inocência, está agora ativo. Satanás está exultante com a condição do professo povo de Deus. Enquanto muitos negligenciam sua própria salvação, vigiam ansiosamente por uma oportunidade para criticar e condenar os outros. Todos têm defeitos de caráter, e não é difícil descobrir alguma coisa que a inveja pode interpretar para seu mal. “Ora”, dizem esses juízes por iniciativa própria, “temos fatos. Nós lhes faremos uma acusação da qual não se poderão livrar”. Daí aguardam uma oportunidade apropriada e então põem em ação sua enorme coleção de boatos e maledicências.
Em seu empenho por apresentar um problema, pessoas que têm por natureza uma imaginação criativa estão em perigo de se enganarem a si mesmas e aos outros. Apanham expressões que outros utilizaram em momento descuidado, despercebidas de que as palavras podem ser pronunciadas precipitadamente, não refletindo assim os verdadeiros sentimentos de quem as proferiu. Mas essas observações não ponderadas, muitas vezes tão banais que não merecem atenção, são olhadas através da lente de Satanás, meditadas e repetidas, até que montículos de terra juntados pelas toupeiras se transformam em montanhas. [...]
Será caridade cristã apanhar todo boato que por aí flutue, desenterrar tudo que lance suspeita sobre o caráter de outro, e então ter prazer em empregar isso para prejudicar as pessoas? Satanás exulta quando pode difamar ou ferir um seguidor de Cristo. Ele é o “acusador dos irmãos”. Apocalipse 12:10. Deverão os cristãos ajudá-lo em sua obra?
Os olhos de Deus, que tudo vêem, notam os defeitos de todos e a paixão dominante de cada qual; contudo, têm paciência com os nossos erros, e Se compadecem de nossa fraqueza. Ele ordena ao Seu povo que nutra o mesmo espírito de ternura e paciência. Os verdadeiros cristãos não exultarão em expor as faltas e deficiências de outros. Manterão distância da vileza e deformidade, para fixar a mente naquilo que é atraente e amável. Para o cristão todo ato de crítica e toda palavra de censura ou condenação são penosos. — Testimonies for the Church 5:94-96.
Os efeitos de criticar a igreja e seus líderes — O espírito de tagarelice e maledicência é um dos instrumentos especiais de Satanás para semear discórdia e luta, para separar amigos e solapar a fé de muitos na veracidade de nossas crenças. Os irmãos e as irmãs estão demasiado prontos para falar das faltas e erros que julgam existir em outros, e especialmente nos que têm apresentado sem recuo as mensagens de repreensão e advertência que o Senhor lhes confiou.
Os filhos desses queixosos escutam de ouvidos abertos e recebem o veneno da desafeição. Os pais fecham assim, cegamente, os meios pelos quais poderia ser alcançado o coração dos filhos. Quantas famílias temperam suas refeições diárias com dúvidas e críticas! Dissecam o caráter de seus amigos e o servem como delicada sobremesa. Um precioso bocado de maledicência é passado ao redor da mesa, para ser comentado, não só por adultos, mas também por crianças. Nisso Deus é desonrado. Disse Jesus: “Quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes”. Mateus 25:40. Portanto, Cristo é menosprezado e profanado pelos que difamam Seus servos.
Os nomes dos escolhidos servos de Deus têm sido usados com desrespeito, e em alguns casos com absoluto desdém, por certas pessoas cujo dever é apoiá-los. As crianças não têm deixado de ouvir as observações desrespeitosas dos pais com referência às solenes repreensões e advertências dos servos de Deus. Têm compreendido os escarnecedores gracejos e palavras depreciativas que de tempos a tempos lhes têm chegado aos ouvidos, e a tendência tem sido nivelar, em sua mente, os interesses sagrados e eternos, com os negócios comuns do mundo. Que obra realizam esses pais, fazendo de seus filhos uns incrédulos, já na infância! Desta maneira é que as crianças são ensinadas a serem irreverentes e a se rebelarem contra as repreensões do pecado, enviadas pelo Céu.
Onde existem semelhantes males, só pode prevalecer o declínio espiritual. Esses mesmos pais e mães, cegados pelo inimigo, admiram-se de que os filhos sejam tão inclinados à incredulidade, e a duvidarem da verdade da Bíblia. Admiram-se de que seja tão difícil alcançá-los por influências morais e religiosas. Tivessem eles visão espiritual, e descobririam desde logo que esse deplorável estado de coisas é resultado de sua própria influência doméstica, produto de seus ciúmes e desconfiança. Assim, muitos incrédulos são feitos nos círculos familiares de professos cristãos.
Muitos há que encontram prazer especial em falar demoradamente nos defeitos, reais ou imaginários, dos que arcam sob pesadas responsabilidades em relação com as instituições da causa de Deus. Passam por alto o bem que tem sido realizado, os benéficos resultados do árduo esforço e persistente dedicação à causa, e prendem a atenção em alguns aparentes erros, coisas que, depois de cometidas e ao seguirem-se as conseqüências, imaginam eles que poderiam ter sido executadas de modo melhor, com resultados mais lisonjeiros. No entanto a verdade é que, tivessem eles sido encarregados do trabalho, ou se haveriam recusado a agir em vista das circunstâncias desencorajadoras do caso, ou teriam agido mais indiscretamente do que os que efetuaram a obra, seguindo o caminho aberto pela providência de Deus.
Mas esses incontroláveis faladores apegam-se ferrenhamente aos aspectos mais desagradáveis da obra, tal como os líquens se agarram às asperezas da rocha. Essas pessoas atrofiam-se espiritualmente por se demorarem continuamente sobre os fracassos e faltas dos outros. São moralmente incapazes de discernir as ações boas e nobres, os esforços altruístas, o verdadeiro heroísmo e o sacrifício próprio. Não vão se tornando mais nobres e elevados em sua vida e esperanças, nem mais generosos e amplos em suas idéias e planos. Não cultivam aquela caridade que deve caracterizar a vida do cristão. Degeneram dia a dia, tornando-se mais estreitos em seus preconceitos e opiniões. A pequenez é seu elemento, e a atmosfera que os rodeia é peçonhenta para a paz e a felicidade. — Testimonies for the Church 4:195, 196.
Toda instituição terá que lutar com dificuldades. As aflições são permitidas para provar o coração do povo de Deus. Quando a adversidade sobrevém a uma das instituições do Senhor, fica evidente quão verdadeira fé temos em Deus e em Sua obra. Nessas ocasiões, ninguém considere as coisas sob o pior aspecto, dando vazão a dúvidas e descrença. Não critiquemos os que arcam com o peso das responsabilidades. Não sejam as conversas envenenadas em nosso lar pela crítica aos obreiros do Senhor. Pais que condescendem com esse espírito de crítica não estão apresentando perante os filhos aquilo que os há de tornar sábios para a salvação. Suas palavras tendem a abalar a fé e a confiança, não só das crianças, mas também dos de mais idade. [...]
Os dirigentes de nossas instituições têm uma tarefa dificílima para manter a ordem e disciplinar sabiamente os jovens que se acham sob o seu cuidado. Os membros da igreja podem fazer muito para lhes suster os braços. Quando os jovens não se dispõem a submeter-se à disciplina da instituição, ou por divergirem de seus superiores em qualquer matéria, se decidem fazer prevalecer a sua própria vontade, não apóiem os pais cegamente os filhos, tomando-lhes as dores.
Muito, muito melhor seria que sofressem seus filhos, até que jazessem no túmulo, do que serem ensinados a tratar levianamente os princípios que se acham no próprio fundamento da lealdade para com a verdade, para com seus semelhantes e para com Deus. — Testimonies for the Church 7:183, 185, 186.
A autocrítica é uma virtude — Se todos os cristãos professos usassem suas faculdades investigadoras para ver quais os males que neles mesmos carecem de correção, em vez de falar dos erros alheios, existiria na igreja hoje uma condição muito mais saudável. [...] Quando o Senhor juntar Suas jóias, os verdadeiros, os francos, os honestos serão por Ele contemplados com prazer. Anjos se acham empenhados em fazer coroas para eles, e sobre essas coroas adornadas de estrelas se refletirá, com esplendor, a luz que irradia do trono de Deus.
O Senhor está experimentando e provando Seu povo. Vocês podem ser severos e críticos com o seu próprio caráter defeituoso, o quanto quiserem; sejam, porém, bondosos, misericordiosos e corteses para com os outros. Indaguem todos os dias: Sou absolutamente íntegro, ou tenho coração falso? Supliquem ao Senhor que os salve de todo engano nesse ponto. Acham-se nisso envolvidos interesses eternos. Ao passo que tantos anseiam honras e ambicionam o ganho, busquem vocês, meus amados irmãos, ansiosamente a certeza do amor de Deus, e clamem: Quem me mostrará como tornar certas minha vocação e eleição?
Satanás estuda cuidadosamente os pecados básicos dos homens, e a seguir começa seu trabalho de os seduzir e enlaçar. Estamos no mais grosso da tentação, mas há vitória para nós se corajosamente travarmos as batalhas do Senhor. Todos estão em perigo. Mas se andarem humilde e devotamente, emergirão do processo de prova mais preciosos do que o ouro puro, sim, do que o ouro fino de Ofir. Se forem relapsos e negligenciarem a oração, serão como o sino que tine e o címbalo que soa. — Testimonies for the Church 5:96-98.
Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 33.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O significado das provações

Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a Tua palavra. Sal. 119:67.
Certo editor começou a ter problemas de visão. Achando que precisava de óculos de grau, ele marcou uma consulta com o oftalmologista. Este lhe disse que sua real necessidade era descanso para os olhos. O editor explicou que isso era impossível, uma vez que o seu trabalho exigia que ele passasse o dia sentado à escrivaninha, lendo e escrevendo.
O oftalmologista perguntou-lhe onde morava. Ele respondeu que morava em um local de onde se podia ver os montes Pireneus, na França. “Vá para casa, e trabalhe normalmente”, disse o oftalmologista, “mas, a cada hora, vá até a varanda, e olhe para as montanhas. Ao fixar seu olhar na distância, seus olhos poderão descansar.”
Às vezes, também precisamos fixar o olhar na distância, cansados como estamos das pressões do dia-a-dia. A vida torna-se uma verdadeira chatice. Provações e obstáculos nos sobrecarregam, e perguntamos: Se Deus está guiando, por que a vida é cheia de tantos desafios? A chave para lidarmos com essa questão é nos lembrarmos de que cada provação é uma oportunidade de buscar a Deus, para conhecê-Lo melhor e nEle encontrar solução.
“O caminho da sinceridade e integridade não é isento de obstáculos, mas em cada dificuldade devemos ver um chamado à oração.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 667.
As dificuldades são agentes educativos para nos revelar falhas sobre as quais nada sabíamos. “As provas e obstáculos são os métodos de disciplina escolhidos pelo Senhor e as condições de bom êxito que nos apresenta.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 471. Como disse Davi, “antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a Tua Palavra” Sal. 119:67. Em meio às provas, podemos saber que Deus é bom. NEle, todas as nossas dificuldades são postas em perspectiva; e podemos ver a vida claramente.

Pr. Mark Finley – Sobre a Rocha.

Ao Pôr do Sol

Os que tentam denegrir o quarto mandamento costumam se apoiar em fábulas para “justificar” suas atitudes contrárias a Lei de Deus. E uma delas diz: “O sábado é impossível de ser observado em toda a Terra porque em que determinadas épocas do ano algumas regiões não existe noite e dia.” Esta ingênua afirmativa é anti-bíblica, desprovida de conhecimento científico sobre o assunto e, torpe, pois tenta de forma vergonhosa obscurecer a precisão e a riqueza de detalhes que a Terra revela de Seu Criador. Recorramos a Bíblia para analisar tal acusação contra o sábado instituído por Deus.
“Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado…” (Marcos 15:42 cf Lucas 23:54)
O ciclo de tempo de “um dia” é de aproximadamente 24 horas na maior parte da Terra e ocorre devido ao movimento de rotação. Através desse movimento, “um dia” é composto de dois períodos distintos: um “claro” e outro “escuro”. Comumente chamamos o período “claro” de “dia”, e o “escuro” de “noite”. Essa distinção é descrita em Gênesis 1:5: “Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.”
A Bíblia usa a palavra “tarde” para aludir a “noite” e, “manhã”, para indicar o “dia”. Quando ela afirma que “houve tarde e manhã”, significa que “houve noite e dia” e nesta respectiva ordem.
Esse sistema de contagem teve origem na criação e todos os sete dias da semana sucedem ininterruptamente(a) desde aquela época baseados nesse mecanismo de tempo (Gênesis 1:1-31; Gênesis 2:1-4). Então, quando o quarto mandamento orienta sobre a observância sabática no sétimo dia da semana, deve-se seguir a contagem de tempo criada por Deus, e, que tem como referência o pôr do Sol.
O pôr do Sol ou ocaso ocorre quando o Sol oculta-se no horizonte em direção ao oeste. No entanto, nas regiões dos círculos polares, todos os anos, existe pelo menos “um dia” onde a “noite é absoluta” (o Sol permanece abaixo do horizonte) e pelo menos “um dia” de “luz absoluta” (o Sol permanece acima do horizonte). Isso acontece por causa das inclinações de aproximadamente 23° que a Terra realiza a cada semestre do ano, proporcionando variações na ocorrência desse fenômeno.
Apesar dessas alternâncias, nos círculos polares o sistema de contagem de “um dia” demonstrado em Gênesis 1:5 é aplicado, mesmo quando há a “noite absoluta” e a “luz absoluta”. Na época em que “um dia” for de “luz absoluta”, o Sol inicia seu trajeto rumo ao zênite a partir da “linha” do horizonte e retorna novamente ao ponto de origem, sem que haja o ocaso completamente. Baseado nesse translado do Sol(b) sabe-se exatamente quando se iniciou e terminou aquele dia específico do ano, ainda que não ocorra o período da noite.
Quando o ciclo de “um dia” for de “noite absoluta” o Sol apenas despontará “levemente” na linha do horizonte e não lhe ultrapassará e, realizará todo o seu “trajeto” abaixo dela. Em ambos os casos (noite absoluta e luz absoluta) o ponto de referência será sempre a última passagem ou surgimento do Sol na linha do horizonte.
Nesses dias especiais que ocorem nos círculos polares, o posicionamento do Sol também é utilizado para se determinar o princípio e o fim de “um dia” e, obviamente, é distingui com precisão o início e o término do sétimo dia semanal.
“E mesmo na terra do ‘Sol da meia-noite’, um explorador dos pólos achará ridícula a idéia de não ter ali noção do dia, seu começo e fim. Os exploradores árticos mantém a exata contagem dos dias e semanas em seus diários, relatando o que fizeram em determinados dias. Eles dizem que naquela estranha e quase desabitada terra, é possível notar a passagem dos dias durante os meses em que o Sol está acima do horizonte, pelas posições variáveis do Sol, e durante os meses em que o Sol está abaixo do horizonte, pelo vestígio perceptível do crepúsculo vespertino.”1
“O SENHOR com sabedoria fundou a Terra, com inteligência estabeleceu os céus.” (Provérbios 3:19)
“O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” (Provérbios 28:9)
a. Acesse: A Semana Através dos Séculos
b. Utilizou-se a expressão “translado do Sol” meramente para fins didáticos, pois, a Terra é quem realiza esse trajeto.
1. CHRISTIANINI, A. B. (1981). Subtilezas do Erro, 2.ª ed., p. 177.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Casa de Deus

Para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como que a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para aquela reunião sublime à qual coisa nenhuma que contamine poderá ser admitida. [...]
A casa é o santuário da família; e o aposento particular ou o bosque o lugar mais recôndito para o culto individual; mas a igreja é o santuário da congregação. Devem existir aí regulamentos quanto ao tempo, lugar e maneira de adorar. Nada do que é sagrado, nada do que está ligado à adoração a Deus, deve ser tratado com negligência ou indiferença. Para que os homens possam verdadeiramente glorificar a Deus, importa que em suas relações pessoais façam distinção entre o que é sagrado e o que é profano. Os que têm idéias amplas, nobres pensamentos e aspirações, são os que têm relações que fortalecem todos os pensamentos sobre as coisas divinas. Felizes os que possuem um santuário, seja ele luxuoso ou modesto, no meio de uma cidade ou entre as cavernas das montanhas, no humilde aposento particular ou em algum deserto. Se for esse o melhor lugar que lhes é dado arranjar para esse fim, Deus o santificará pela Sua presença e será santo ao Senhor dos exércitos. — Testimonies for the Church 5:491, 492.
Atitude de oração na casa de Deus — Quando os adoradores entram na igreja devem guardar a devida compostura e tomar silenciosamente seu lugar. Se houver no recinto um aquecedor, não convém agrupar-se em torno dele em atitude indolente e preguiçosa. Conversas vulgares, cochichos e risos não devem ser permitidos na igreja, nem antes nem depois das reuniões. Ardente e profunda piedade deve caracterizar os adoradores.
Se faltam alguns minutos para o começo do culto, devem eles entregar-se à devoção e meditação silenciosa, elevando a alma em oração a Deus a fim de que a adoração se torne para eles uma bênção especial e produza convicção e conversões de outras pessoas. Devem lembrar-se de que estão presentes ali mensageiros do Céu. Perdemos geralmente muito da suave comunhão com Deus pela nossa inquietação, por não promovermos momentos de reflexão e oração. O estado espiritual da alma necessita muitas vezes ser passado em revista, e a mente e o coração serem elevados ao Sol da Justiça.
Se ao entrarem na casa de adoração, o povo o fizesse com a devida reverência, lembrando-se de que se acha ali na presença do Senhor, seu silêncio redundaria em testemunho eloqüente. Os cochichos, risos e conversas, que se poderiam admitir em qualquer outro lugar, não devem ser permitidos na casa em que Deus é adorado. A mente deve estar preparada para ouvir a Palavra de Deus, a fim de que esta possa exercer a devida influência e impressionar adequadamente o coração.
O pastor deve entrar na casa de oração com uma compostura digna e solene. Chegado ao púlpito, deve inclinar-se em silenciosa oração e pedir fervorosamente o auxílio de Deus. Que impressão fará isso! Transmite uma idéia de solenidade, de reverência. O pastor está em comunhão com Deus. Ele busca a Deus antes de se colocar diante da sua congregação. Uma profunda solenidade se apodera de todos, e os anjos de Deus são trazidos para bem perto. Cada um dos congregados deve também, de cabeça inclinada, unir-se ao pregador em silenciosa oração, e suplicar a Deus que abençoe a reunião com Sua presença, imprimindo poder à palavra ministrada por lábios humanos. — Testimonies for the Church 5:492.
As reuniões de testemunhos e oração não devem causar tédio. Sendo possível, todos devem comparecer à hora marcada e, se houver retardatários que se atrasem um quarto de hora ou mais, cumpre não esperar por eles. Se houver apenas duas pessoas presentes, elas podem reivindicar a promessa. As reuniões devem, sendo possível, ser iniciadas na hora marcada, quer estejam presentes poucos ou muitos. — Testimonies for the Church 2:577, 578.
Como se estivesse na presença visível de Deus — A verdadeira reverência para com Deus é inspirada por uma intuição de Sua infinita grandeza e consciência de Sua presença. Com esta percepção do Invisível deve ser profundamente impressionado o coração de toda criança. Deve-se ensiná-la a considerar como sagrados a hora e o lugar das orações e cerimônias do culto público, porque Deus está ali. E ao manifestar-se reverência na atitude e no porte, aprofundar-se-á o sentimento que a inspira. [...] “Santo e tremendo é o Seu nome”. Salmos 111:9. — Educação, 242, 243.
Ao ser aberta a reunião com oração, todos devem ajoelhar-se na presença do Altíssimo e elevar o coração a Deus em silenciosa devoção. As orações dos fiéis adoradores serão ouvidas e o ministério da palavra provar-se-á eficaz. A atitude sem vida dos adoradores na casa de Deus é uma das grandes razões por que o ministério não produz maior bem. A melodia do louvor, produzida por um conjunto de pessoas, é um testemunho claro e distinto, é um dos instrumentos de Deus na obra de salvar pessoas do pecado. Todo o culto deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na visível presença do próprio Deus.
Quando a Palavra é exposta, vocês devem lembrar-se de que é a voz de Deus que lhes está falando por meio de Seu servo. Escutem com atenção. Não dormitem nessa hora; porque assim fazendo é possível que lhes escapem nesse momento justamente as palavras de que mais necessitam ouvir — palavras que, atendidas, os livrariam de enveredar por algum caminho errado. Satanás e seus anjos estão ativos, criando uma espécie de paralisia dos sentidos, de modo a não serem ouvidas as admoestações, advertências e repreensões; ou, se ouvidas, não terem efeito sobre o coração, transformando a vida. Às vezes é uma criança que desvia de tal modo a atenção dos ouvintes, que a semente preciosa não cai em terreno fértil para produzir fruto. Outras, são moços e moças que revelam tão pouco respeito pela adoração e pela casa de Deus, que se entretêm a conversar durante a pregação. Se pudessem perceber os anjos que os estão observando e anotando seu procedimento, corariam de vergonha com aversão de si mesmos. Deus quer ouvintes atentos. Foi enquanto os homens dormiam que Satanás aproveitou para semear o joio.
Ao ser pronunciada a bênção final, todos devem conservar-se quietos, como temendo ficar privados da paz de Cristo. Saiam então todos sem se atropelar e evitando falar em voz alta, sentindo que estão na presença de Deus, Seus olhos repousam sobre todos e que devem agir como se estivessem em Sua visível presença. Ninguém deve deter-se nos corredores para encontros e tagarelice, impedindo a passagem aos outros que buscam a saída. Os arredores imediatos da igreja devem caracterizar-se por uma sagrada reverência, evitando os crentes fazer deles lugar de encontro com os amigos, a fim de trocarem frases banais ou tratarem de negócios. Tais coisas não convêm na igreja. Deus e os anjos têm sido desonrados em algumas igrejas pelas risadas barulhentas e irreverentes e o ruído de pés. — Testimonies for the Church 5:493, 494.
A reverência infantil — Pais, exaltem o padrão do cristianismo na mente de seus filhos, ajudando-os a entretecer a pessoa de Jesus em sua experiência, ensinando-os a ter o maior respeito pela casa de Deus e a compreender que quando entram ali devem fazê-lo com o coração comovido, ocupando-se com pensamentos como estes: “Deus está aqui; esta é a Sua casa. Devo alimentar pensamentos puros e guiar-me pelos mais santos propósitos. Não devo conservar em meu coração orgulho, inveja, ciúme, suspeitas, ódio ou engano, porque estou na presença de Deus. Este é o lugar onde Deus vem encontrar-Se com Seu povo e o abençoa. O Altíssimo e Santo, que habita na eternidade, me vê, esquadrinha meu coração, e lê meus mais secretos pensamentos e atos de minha vida.” [...]
A delicada e impressionável mente dos jovens avalia o trabalho dos servos de Deus pela maneira como seus pais tratam o assunto. Muitos chefes de família têm por costume criticar em casa o culto, aprovando umas poucas coisas e condenando outras. Desse modo a mensagem de Deus aos homens é criticada, posta em dúvida e tratada levianamente. Só os livros do Céu poderão revelar que impressões são produzidas por essas observações imponderadas e irreverentes. Os filhos vêem e compreendem essas coisas muito mais facilmente do que imaginam os pais. Ao seu senso moral é assim dada uma orientação errada que o tempo nunca conseguirá retificar de todo. Os pais muitas vezes se queixam da dureza de coração dos filhos e da dificuldade que têm em convencê-los de seu dever de atender às exigências divinas. — Testimonies for the Church 5:494, 497.
Deve também mostrar-se reverência pelo nome de Deus. Jamais deve esse nome ser proferido levianamente, precipitadamente. Mesmo na oração, deve ser evitada sua repetição freqüente e desnecessária. “Santo e tremendo é o Seu nome”. Salmos 111:9. Os anjos, quando pronunciam este nome, cobrem o rosto. Com que reverência devemos nós, que somos decaídos e pecadores, tomá-lo nos lábios! — Educação, 243.
Vi que o santo nome de Deus devia ser usado com reverência e temor. As palavras Deus todo-poderoso são juntadas e usadas por alguns em oração de maneira irrefletida e descuidada, o que Lhe é desagradável. Tais pessoas não possuem o senso de Deus ou da verdade, ou não falariam tão irreverentemente do grande e terrível Deus, que breve irá julgá-los no último dia. Disse o anjo: “Não as associem, pois terrível é o Seu nome.” Os que compreendem a grandeza e a majestade de Deus, tomarão o Seu nome nos lábios com santo temor. Ele habita na luz inacessível: nenhum homem pode vê-Lo e viver. Vi que essas coisas precisarão ser compreendidas e corrigidas antes que a igreja possa prosperar. — Primeiros Escritos, 122.
Devemos reverenciar a Palavra de Deus. Devemos mostrar respeito para com o volume impresso, nunca fazendo dele usos comuns, ou manuseando-o descuidadamente. Jamais devem as Escrituras ser citadas em uma pilhéria, ou referidas para reforçar um dito espirituoso. “Toda Palavra de Deus é pura” (Provérbios 30:5), “como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes”. Salmos 12:6.
Acima de tudo, ensine-se às crianças que a verdadeira reverência se mostra pela obediência. Deus nada ordenou que não seja essencial; e não há outro modo de se Lhe manifestar reverência tão agradável como a obediência ao que Ele disse.
Deve-se mostrar respeito para com os representantes de Deus — pastores, professores pais, os quais são chamados para falarem e agirem em Seu lugar. No respeito que lhes é manifestado, Deus é honrado. — Educação, 244.
Bom seria, para velhos e jovens, ponderarem as palavras da Escritura que mostram como o lugar assinalado pela presença especial de Deus deve ser considerado. “Tira os teus sapatos de teus pés”, ordenou Ele junto à sarça ardente, “porque o lugar em que tu estás é terra santa”. Êxodo 3:5. Jacó, depois de contemplar a visão dos anjos, exclamou: “O Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. [...] Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos Céus”. Gênesis 28:16, 17. — Obreiros Evangélicos, 178, 179.
Tanto por exemplo como por preceito, deveis demonstrar que reverenciais vossa fé, falando reverentemente de coisas sagradas. Nunca permitais que escape de vossos lábios uma expressão de leviandade e frivolidade quando citais as Escrituras. Ao tomar a Bíblia nas mãos, lembrai-vos de que estais sobre terra santa. Há anjos ao vosso redor, que poderíeis ver se fossem abertos os vossos olhos. Seja vossa conduta de molde a deixardes sobre cada alma com que vos relacioneis a impressão de que estais rodeados de uma atmosfera pura e santa. Uma palavra vã, uma risada frívola, podem impelir uma alma na direção errada. Terríveis são as conseqüências de não ter constante ligação com Deus. — Fundamentos da Educação Cristã, 194, 195.
Nossa roupa deve testemunhar de que Deus domina nossa vida — Todos devem ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio para o santuário. Não deve haver ostentação de vestuário, pois isso provoca irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre uma ou outra peça de roupa e desse modo são sugeridos pensamentos que não deveriam ocorrer na mente dos adoradores. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. [...]
Deve-se cuidar estritamente de toda a questão do vestuário, seguindo à risca as prescrições bíblicas; a moda é uma deusa que impera no mundo, e não raro se insinua também na igreja. A igreja deve também a este respeito fazer da Bíblia sua norma de vida, e os pais fariam bem em meditar seriamente neste assunto. Se virem os filhos inclinando-se para a moda, devem, como Abraão, ordenar resolutamente a sua casa de acordo com seus princípios. Em vez de vincular os filhos ao mundo, devem uni-los a Deus. Que ninguém desonre a casa de Deus com enfeites ostensivos. Deus e os anjos estão ali presentes. O Santo de Israel assim Se manifestou por meio de Seu apóstolo: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”. 1 Pedro 3:3, 4. — Testimonies for the Church 5:499, 500.
Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 45.