Ano bíblico:    -  Áudio   |  Lições:   Texto  -  Áudio  -  Palm  -  Ppt  |  Meditações: Texto 
Mostrando postagens com marcador NOTÍCIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NOTÍCIAS. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de março de 2013

Jovem se recusa a pisar no nome de Jesus e é suspenso


Um professor universitário sugeriu a seus alunos que escrevessem o nome “Jesus” num pedaço de papel e pisassem sobre ele, como parte de um exercício sobre debates durante uma aula de Comunicação Intercultural. Entretanto, um dos alunos se recusou a fazer o que havia sido pedido pelo professor e foi suspenso pela direção da Florida Atlantic University. O estudante que se recusou a pisar no nome de Jesus é um mórmon, e disse que se sentiu desrespeitado: “Eu não vou ficar sentado em uma classe para ter meus direitos religiosos profanados, e como eu estou sendo punido, vejo realmente dessa forma”, disse Ryan Rotela. Já o professor Deandre Poole alegou que estava tentando ensinar aos alunos uma “lição de debate”, e que isso seria uma forma de forçar os alunos a enxergarem outras perspectivas.

A diretora da universidade afirmou à Fox News que, “como em qualquer lição acadêmica, o exercício foi feito para incentivar os alunos a ver as questões a partir de muitas perspectivas, em relação direta com os objetivos do curso”, e que, “apesar de, por vezes, os temas discutidos poderem ser sensíveis, um ambiente universitário é um espaço para diálogo e debate”, afirmou Noemi Marin.

Suspenso, Rotela, no entanto, se mantém criticando a iniciativa: “Eu disse para o professor: ‘Com todo o respeito à sua autoridade como professor, eu não acredito que o que você nos disse para fazer seja apropriado. Acredito que foi pouco profissional e eu estava profundamente ofendido com o que você me disse para fazer’”, revelou o estudante.

A universidade e o professor Poole defendem-se ainda citando que o exercício é proposto pelo material didático usado nas aulas, e faz parte do livro Comunicação Intercultural: Uma Abordagem Contextual. Edição 5, que trata o exercício como o princípio de uma discussão: “Peça aos alunos para se levantar e colocar o papel no chão, na frente deles com o nome Jesus para cima. Peça aos alunos para pensar sobre isso por um momento. Depois de um breve período de silêncio, instrua-os para a etapa no papel. A maioria hesitará. Pergunte por que eles não podem pisar no papel e discuta a importância dos símbolos na cultura”, diz o texto.

Paul Kengor, diretor executivo do Centro para a Visão e Valores afirmou que essa lição é um exemplo direto de como a sociedade secular tem o cristianismo como um alvo: “Esses são os novos discípulos seculares da ‘diversidade’ e ‘tolerância’- jargões vazios que fazem os liberais e progressistas se sentirem bem, enquanto eles muitas vezes se recusam a tolerar e às vezes até tomar de assalto as crenças cristãs tradicionais e conservadoras”, criticou.

Laboratório nos EUA perde amostra de vírus mortal


Um frasco com 1 ml do vírus causador do guanarito, febre hemorrágica transmitida por roedores na Venezuela, foi perdido em um laboratório na Universidade do Texas em Galveston, nos EUA. O presidente da escola de medicina da universidade, David Callender, divulgou uma carta no domingo (23) na qual afirma que uma inspeção no laboratório da instituição constatou a falta do frasco que deveria estar em um congelador lacrado com acesso restrito. Segundo Callender, não há risco de transmissão da doença de pessoa para pessoa. Os CDCs (Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) foram avisados e estão auxiliando as investigações. Para o presidente da instituição, o mais provável é que o frasco tenha sido destruído durante um procedimento normal de esterilização do laboratório. A rede de notícias americana ABC afirma que o FBI está supervisionando as investigações. O Laboratório Nacional de Galveston guarda amostras de alguns dos mais vírus mais perigosos nos EUA.


Nota: Isso mostra como a vida de milhares, talvez milhões de pessoas pode ser colocada em risco de uma hora para outra.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Universitário Cristão e as Origens

As experiências, desafios e surpresas vivenciados por um estudante de nível superior em universidades públicas podem ser gratificantes: a excelência do corpo docente, a qualidade do ensino e as muitas possibilidades de se envolver em projetos de pesquisa científica, tanto para uma sólida formação profissional, como para uma promissora carreira acadêmica. No entanto, em determinados cursos, o significativo enriquecimento intelectual e acadêmico vem acompanhado de brilhantes exposições em que convincentes argumentos evolucionistas são entusiasticamente apresentados como verdades científicas, juntamente com manifestações intimidadoras que podem coibir o estudante de expor seus próprios argumentos e convicções.

Na verdade, via de regra, o jovem cristão parece não estar preparado para enfrentar os sutis e bem elaborados argumentos apresentados pela estrutura conceitual evolucionista. Na maioria dos casos, sua consciência é despertada para essa perigosa situação somente quando passa a ser desafiada no meio acadêmico das universidades seculares.

Sinceramente preocupado com essa realidade, o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) promove, no campus Engenheiro Coelho, o 12º Simpósio Nacional Adventista de Universitários, como o tema O Universitário Cristão e as Origens. Cientistas e pesquisadores, abertos ao diálogo, nas áreas de biologia, física, geologia, química, teologia e jornalismo, abordarão esse relevante tema, nos dias 24 a 26 de maio de 2013. 

Sem dúvida alguma, ser cristão é ser criacionista. Quando criteriosamente construídos e corretamente compreendidos, os modelos criacionistas das origens revelam notável coerência interna, pois se fundamentam em conhecimentos autênticos (bíblicos, científicos e filosóficos) que se complementam mutuamente.

Por outro lado, os modelos exclusivamente evolucionistas, habilmente construídos – na sua concepção ateísta e, especialmente, na perspectiva teísta –, carecem de evidências (científicas e teológicas) que possam sustentá-los. Mesmo os argumentos filosóficos – presentes (geralmente camuflados) na cosmovisão evolucionista – mostram-se inconsistentes e contraditórios.

Você mesmo, ou algum amigo especial, está enfrentando dificuldades no contexto da controvérsia evolucionismo x criacionismo? Você concorda ou discorda das considerações sobre modelos criacionistas e evolucionistas, acima expostas? Não está na hora de maior aprofundamento nesse tema relevante? Vamos aproveitar as oportunidades que o 12° Simpósio Universitário oferece!      

Experiência faz neurocirurgião defender alma imortal

Um neurocirurgião americano nunca acreditou em vida após a morte até passar por uma experiência dramática. Ele entrou em coma profundo, teve visões [sic] de uma espécie de paraíso, e voltou convencido de que existe vida do outro lado. O que existe depois que a vida acaba? Para o neurocirurgião Alexander Eben, a morte sempre significou o fim de tudo. Ele entende do assunto: foi professor da escola de medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e há mais de 25 anos estuda o cérebro. Sempre tinha uma explicação científica para os relatos dos pacientes que voltavam do coma com histórias de jornadas fora do corpo para lugares desconhecidos. Até que ele próprio vivenciou uma delas. E agora afirma: existe vida após a morte.

Era 10 de novembro de 2008. O doutor Alexander é levado às pressas para o hospital, com fortes dores de cabeça. Ao chegar lá, é imediatamente internado na UTI. Em poucas horas já estava em coma profundo. Ele havia contraído uma forma rara de meningite. Quando o doutor Alexander entrou no hospital os médicos disseram à família que a possibilidade de ele sobreviver seria muito baixa. Ele ficou em coma profundo por sete dias. E foi durante esse período que o doutor Alexander afirma ter tido a experiência mais fantástica que um ser humano pode ter.

“Na jornada que eu tive não existia corpo, apenas a minha consciência”, diz o médico. “Meu cérebro não funcionava. Eu não me lembrava de nada da minha vida pessoal, meus filhos, ou quem eu era.”

Ele escreveu um livro para relatar sua experiência de quase morte. E conta que primeiro foi levado para um ambiente escuro, lamacento e em seguida chegou a um lugar bonito e tranquilo. “Um vale extenso, muito verde, cheio de flores e repleto de borboletas”, diz ele. Ele conta que viu também um espírito lindo, uma mulher com uma roupa simples e com asas. Ela me disse: ‘Você vai ser amado para sempre, não há nada a temer, nós vamos cuidar de você.’”

Perguntamos ao doutor Alexander se ele viu Deus. Ele disse que sim: “Deus estava em tudo ao meu redor, ele estava lá o tempo todo.”

Um pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora participa do maior estudo mundial já feito sobre as experiências de quase morte. “Os estudos mostram que apenas 10%, uma em cada dez pessoas que tiveram uma ressuscitação bem-sucedida relatam experiência de quase morte. Os pacientes que vivenciaram uma experiência de quase morte tendem a ter ao longo do tempo, por exemplo, aumento da satisfação com a vida, tendem a ter diminuição do medo da morte, maior apreciação da espiritualidade, maior apreciação da natureza”, afirma o professor de psiquiatria da Universidade de Juiz de Fora Alexander Moreira-Almeida.

“A morte é uma transição, não é o fim de tudo”, resume o doutor Alexander. “Minha jornada serviu para me mostrar que a consciência existe além do corpo, e ela é muito mais rica fora dele. Isso pode significar que nossa alma, nosso espírito, seria eterno.”[...]

O doutor Alexander diz que por dois anos tentou achar uma explicação científica para o que aconteceu com ele e com esses outros pacientes. “Queria saber se tudo podia ser uma ilusão produzida de alguma forma pelo cérebro, conversei com colegas da área e cheguei à conclusão de que não há como que explicar. Não foi alucinação, não foi sonho.”

Mas nem todos concordam. O professor de neurociências da Universidade de Columbia, Dean Mobbs, diz que é difícil acreditar num desligamento completo do cérebro. E que mesmo no caso do doutor Alexander, outras áreas do cérebro podem ter permanecido ativas, provocando as sensações que ele descreve.

“Nosso cérebro é muito bom em transformar a realidade. Em um acidente, como um trauma na cabeça, os caminhos do cérebro podem ser danificados, mas é possível que ele encontre outras maneiras de identificar os sinais que vêm de fora e criar uma nova experiência como a da quase morte, por exemplo. O uso de fortes analgésicos e a baixa oxigenação do cérebro durante estados de coma podem explicar que luzes e sons estranhos sejam percebidos pela mente. E a sensação de estar fora do corpo já foi induzida artificialmente em muitas pesquisas. Eu acho que essas experiências de quase morte na realidade são uma forma de o cérebro lidar com um trauma.”

A ciência ainda não tem respostas conclusivas sobre as experiências de quase morte. “A grande discussão que existe hoje é: a mente é um produto do cérebro, o cérebro produz a mente; ou a mente é algo além do cérebro, mas que se relaciona com o cérebro”, questiona Alexander.

Independentemente do que tenha acontecido,  diz a esposa do doutor Alexander, para ela, que ficou ao lado do leito do hospital esperando o marido voltar, o final foi feliz. “Quando chegamos em casa e sentamos no sofá, não acreditei que ele estava junto comigo de novo.”

Franceses fazem manifestação contra "casamento" gay

Centenas de milhares de pessoas lotaram as ruas do centro de Paris neste domingo (24) para protestar contra o plano do presidente francês, François Hollande, de legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais até junho. Imagens televisionadas mostravam alguns embates, com forças de segurança disparando gás lacrimogêneo sobre manifestantes vestidos de rosa e gritando slogans contra Hollande. Na França, manifestantes contra o casamento gay costumam se vestir de rosa. A polícia estima oficialmente que o protesto contou com a participação de cerca de 300 mil pessoas. Foi o segundo protesto desse tipo neste ano, após uma marcha semelhante em janeiro mostrar a redução do apoio público a um projeto, o que forçou autoridades a adiar um plano para permitir que casais lésbicos tenham acesso à inseminação artificial.

Hollande prometeu aprovar a lei com sua maioria parlamentar socialista e atraiu a raiva de rivais ao tentar evitar um debate público sobre a reforma, o que a ministra da Justiça, Christine Taubira, descreveu como uma “mudança de civilização”. O Senado francês vai analisar a medida em abril.

Oponentes ao casamento e à adoção de crianças por homossexuais, incluindo a maior parte dos líderes religiosos na França, argumentaram que a reforma criaria problemas psicológicos e sociais para crianças que, segundo eles, devem ter prioridade sobre o desejo de direitos iguais para adultos gays

Crepúsculo e um espírito terrível

Muito poucas pessoas estão conscientes da verdade chocante de que tanto Stephenie Meyer, autora da saga Crepúsculo, e JK Rowling, autora da série Harry Potter, parecem ter escrito seus romances enquanto os espíritos do mal as dirigiam. Tal como Rowling, Meyer dirigiu seus olhares à nossa juventude vulnerável. O Wall Street Journalinformou que “Crepúsculo tem como alvo a alma coletiva da jovem América, e terá certamente o seu caminho”. Meyer afirma que ela foi obrigada a escrever Crepúsculo depois que a primeira história foi comunicada a ela através de um sonho, em junho de 2003. Meyer admitiu: “Eu acordei (naquele 2 de junho) depois de um sonho muito vívido. No meu sonho, duas pessoas estavam tendo uma conversa intensa no meio da floresta. Uma dessas pessoas era apenas uma garota comum. A outra pessoa era fantasticamente linda, brilhante, era um vampiro. Eles estavam discutindo as dificuldades inerentes ao fato de que (a) eles estavam se apaixonando, enquanto (b) o vampiro estava particularmente atraído pelo cheiro do sangue dela, e estava tendo um momento difícil impedindo-se de matá-la imediatamente [...] eu digitei o máximo que eu podia lembrar, chamando os personagens de ‘ele’ e ‘ela’” (fonte: www.stepheniemeyer.com).

Esse sonho foi tão significativo para a saga de Crepúsculo, que Meyer produziu uma transcrição dele no capítulo 13 do seu livro Crepúsculo, intitulado “Confissões”. “Meyer afirma que algum tempo depois de ela ter ‘recebido’ o sonho revelador, ouviu vozes incessantes em sua cabeça que não iriam parar até que ela fosse escrever. ‘Bella e Edward [o vampiro] foram, literalmente, as vozes na minha cabeça. Eles simplesmente não podiam calar a boca. Eu ficava acordada até o quanto conseguia ficar, tentando colocar todas as coisas que estavam em minha mente no papel, e depois engatinhei exausta para a cama [...] Apenas para ter um início de conversa na minha cabeça.’”

Assim a oculta e obscura história de Meyer fluiu tão furiosamente que ela disse, às vezes, “eu não conseguia digitar rápido o suficiente”. Ela terminou o conto obscuro, embora fosse seu primeiro livro, em apenas três meses. Meyer também disse: “Estou muito ansiosa para finalmente ter o Crepúsculo nas prateleiras, e um pouco assustada também. No geral, ele foi um verdadeiro trabalho de amor, amor por Edward e Bella e todo o resto dos meus amigos imaginários, e estou muito feliz que outras pessoas chegaram a conhecê-los agora.” Meyer declarou também que “os personagens de Crepúsculo eram tão reais para mim, que eu queria que outras pessoas os conhecessem”.

Infelizmente, se a verdade fosse conhecida e os fãs de Crepúsculo estivessem realmente conscientes da natureza obscura e maligna das forças “reais” que estão por trás dessa saga, eles correriam para a saída mais próxima. Embora a entidade espiritual tenha aparecido como Edward, nos sonhos de Meyer, e tenha se comunicado com ela enquanto ela estava consciente, ele revelou mais sobre sua verdadeira natureza do que Meyer esperava.

Meyer confessou a EW.com: “Eu realmente tive um sonho depois que terminei o Crepúsculo, nele Edward veio me visitar, apenas eu estava errada e ele realmente bebia sangue como todos os outros vampiros e não podia viver com o sangue dos animais da maneira que eu tinha escrito. Nós tivemos essa conversa e ele foi aterrorizante.”

Um demônio com qualquer outro nome ainda é um demônio. Em lugar de ser o “um demônio vampiro bom” que é capaz de se conter e não beber o sangue de Bella, como os demônios do passado, que exigiam o sangue das crianças através do sacrifício delas, é evidente que as entidades espirituais por trás de Crepúsculo são os mesmos velhos demônios.

Meyer e o gnosticismo mórmon

Pode ser significativo que Stephenie Meyer escolheu uma mulher segurando uma maçã para a capa de Crepúsculo, um antigo símbolo do fruto proibido comido por Eva, quando ela se rebelou contra seu Criador e procurou ter a posição do próprio Deus. Embora não possamos ter certeza de que tipo de fruto estava na árvore do conhecimento, a maçã se tornou uma representação popular do fruto proibido que Satanás usou para enganar Eva. Meyer, que é mórmon, poderá ver a maçã do jeito que muitos líderes mórmons e satanistas do passado viram. 

Assim como o gnosticismo antigo e a nova espiritualidade, o mormonismo ensina que uma pessoa pode se tornar um deus por meio do conhecimento secreto. Antigos gnósticos veneravam a serpente e celebravam a participação de Eva ao comer o fruto proibido no Éden. Na Igreja Mórmon, uma pessoa consegue atingir a divindade por meio da doação de dinheiro ao templo e de rituais secretos mórmons.

Tragicamente, os líderes mórmons, assim como seus predecessores gnósticos, têm torcido o relato de Gênesis e têm feito da queda de Eva, ao comer o fruto proibido, uma etapa heroica para alcançar a divindade. Os líderes mórmons contradisseram o testemunho do próprio Deus como registrado no livro de Gênesis e ensinaram que Satanás teria dito a verdade a Eva, oferecendo a deificação da humanidade. Brigham Young, o profeta mais reverenciado no mormonismo depois de Joseph Smith, repetiu a mentira de Satanás no Éden, quando declarou: “O diabo disse [a Eva] a verdade [sobre a divindade] [...] Eu não culpo a Mãe Eva. Eu não a teria deixado perder a oportunidade de comer o fruto proibido por qualquer coisa no mundo” (Deseret News, 18 de junho de 1873, no púlpito do Tabernáculo Mórmon, em Salt Lake City, em 8 de junho de 1873).

O ex-presidente mórmon Joseph Fielding Smith declarou: “A queda do homem veio como uma bênção disfarçada [...] eu nunca falei da parte que Eva teve nessa queda como um pecado, nem posso acusar Adão por ter pecado [...] nem sempre é um pecado transgredir a lei [...] Dificilmente podemos olhar para qualquer coisa que resulta em benefícios como se fosse pecado” (Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvação, v. 1, p. 113-115).

Sterling Sill, adjunto do Conselho dos Doze Apóstolos Mórmons, disse: “Essa antiga doutrina sectária, construída em torno da ideia de depravação natural do homem e da fraqueza herdada de Adão, é a raiz de inúmeros problemas entre nós. Adão foi um dos maiores homens que já viveu na Terra [...] Adão caiu, mas ele caiu na direção certa. Ele caiu em direção à meta [...] Adão caiu, mas ele caiu ‘para cima’” (Deseret News, Church Section, July 31, 1965, p. 7).

Como o antigo gnosticismo, o mormonismo ensina que a desobediência de Adão a Deus e a obediência a Satanás não só abriu-lhe os olhos, mas o potencial dele para compreender “a consciência de Deus” e a verdadeira alegria. Tal ensino, que torna a serpente uma salvadora, é refletido nas Escrituras Mórmons feitas no século 19: “E naquele dia Adão bendisse a Deus dizendo [...] por causa da minha transgressão, meus olhos estão abertos e nesta vida vou ter alegria” (Pearl of Great Price, Book of Moses 5:10-11), e “Adão caiu para que os homens pudessem existir, e os homens existem, para que tenham alegria” (The Book of Mormon, 2 Nephi 2:22-25).

O apóstolo Paulo advertiu os cristãos primitivos a terem cuidado para que Satanás não os seduzisse da mesma forma como seduziu Eva: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios 11:3).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

“Arco-íris” é encontrado em nebulosa de Órion


Apesar de estar a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Órion foi descoberta há mais de 400 anos e muito já se estudou e observou sobre seu aspecto. Mesmo assim, telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ainda revelam imagens fascinantes: a disposição de estrelas ainda em seu estágio de formação, no meio da nebulosa, dá origem a um luminoso “arco-íris”. Você pode baixar a imagem em alta resolução. A foto resultante, no entanto, é produto de dois equipamentos: o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Telescópio Herschel, da ESA. Ambos foram equipados com lentes sensíveis a raios infravermelhos, o que permitiu capturar as cores em comprimentos de onda que uma câmera normal não consegue identificar.

Dessa forma, os tons de azul que aparecem na foto foram registrados pelo Telescópio Spitzer, que captou comprimentos de onda entre 8 e 24 micra (o plural da unidade mícron), enquanto os tons de verde e vermelho são produto das lentes do Telescópio Herschel, programadas para filtrar comprimentos de onda um pouco maiores, entre 70 e 160 micra.

As diferenças nas observações de cada telescópio não foram apenas devidas aos raios luminosos: o objetivo era monitorar toda a matéria proveniente de uma Nebulosa, que nada mais é do que um conjunto de plasma, hidrogênio e poeira cósmica. Enquanto o Telescópio Herschel observou as emissões de poeira cósmica fria, uma vez por semana durante um mês e meio, o Spitzer fez o mesmo com a poeira quente.

Ao longo desse curto tempo de observação (seis semanas), o brilho das estrelas observadas variou em mais de 20%. Isso surpreendeu os cientistas, que esperavam tal variação em um período de anos. Ou seja, o brilho das estrelas oscilou muito rapidamente na Nebulosa.

De acordo com os cientistas, há duas hipóteses para essa variação tão acelerada: ou os filamentos de gás circulam pela superfície da estrela em ritmo intenso, ou essa matéria se movimenta de forma a criar “sombras” na estrela, que ocultam seu brilho em alguns momentos.

Em ambos os casos, contudo, a conclusão é a mesma: trata-se de uma intensa atividade que caracteriza estrelas jovens, recém-nascidas, nas quais as nuvens de gás, poeira e outras substâncias ainda estão se adaptando e rearranjando. Tal atividade acaba originando movimentos constantes.

Livro didático provoca polêmica entre os pais


Existe uma idade certa para falar sobre sexo com os filhos? Um livro paradidático colocado à disposição de diretores e professores da rede pública e privada de ensino tem causado polêmica no Distrito Federal. A reclamação parte de pais que se escandalizaram com o conteúdo da publicação Aparelho Sexual e Cia., da Editora Companhia das Letras. A obra é alvo de abaixo-assinado, com o objetivo de retirá-la de circulação. Alguns pais falam que o conteúdo incentiva a homossexualidade e o sexo precoce. Com o uso de muitos recursos gráficos, o material é de fácil leitura e se assemelha a um gibi, o que chama a atenção das crianças. Em forma de pergunta e resposta, trata de temas como namoro, paixão, puberdade, relações sexuais e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O conteúdo, segundo a editora, é recomendado para crianças a partir dos dez anos.
  
De acordo com o texto da autora francesa Héléne Bruller, por volta dos dez anos as crianças começam a pensar nesse assunto. Entretanto, ela faz uma ressalva, afirmando que nessa faixa etária o corpo não está pronto. E completa dizendo que há pessoas que transam pela primeira vez bem cedo, outras mais tarde. E faz um resumo: “Não há idade certa.” 

Os leitores têm acesso a um passo a passo de como é uma relação sexual. Na ilustração, há crianças fazendo gestos obscenos, outras em posições sexuais. A fim de sanar a curiosidade, a autora diz que a sensação é boa e dá dicas, por exemplo, da duração de um ato sexual.

Baseado nesses e em outros pontos polêmicos, o servidor público Rodrigo Delmasso, 32 anos, conta que comprou o livro como uma leitura complementar na lista de material escolar da filha de cinco anos. Porém, tomou um susto ao folhear o material. “Eu, como pai, não posso admitir que minha filha vá para a escola aprender algo desse tipo. Ela não tem idade para isso. Considero um absurdo”, protesta.


Nota: Curiosamente, livros com conteúdo criacionista, simplesmente por afirmar que o Criador é responsável pela complexidade da vida e pela existência do Universo, foram “barrados” pelo MEC. No entanto, livros que estimulam a sexualidade precoce (mesmo que as autoridades saibam das implicações negativas disso) são indicados livremente. Lembra-se, também, do tal Kit Gay? Pois é... Que bom que ainda há pais preocupados com a devida educação sexual de seus filhos.

Aplicativo para Facebook estimula sexo entre amigos


Você sente atração sexual por um amigo, mas não sabe se é correspondido e tem medo de tomar um fora. Um aplicativo gratuito para Facebook promete resolver a questão discretamente. É o app [...], que já atraiu 160 mil usuários apenas 11 dias após seu lançamento. Nele, você marca os amigos do Facebook com quem quer ter relações sexuais. Se algum deles também marcá-lo, os dois receberão um e-mail com o sinal verde para o próximo passo. E quem não o marcar nunca saberá dos seus desejos íntimos. Não há espaço para sutilezas no serviço. [O nome do aplicativo] significa, literalmente, “Trepe com Amigos”, e o logotipo mostra a silhueta de um homem ajoelhado entre as pernas de uma mulher.

Folha conversou por e-mail com um dos criadores do app - por ora, os autores preferem não se identificar. São jovens californianos que pensaram em atender quem só quisesse sexo. “Duas horas e alguns energéticos e vodcas depois, tínhamos o site pronto!”, diz um dos donos. [Ou seja, criaram o site bêbados.]

Nesses 11 dias, o [...] formou cerca de 10 mil casais para ação. Os criadores agora procuram desenvolvedores para fazer a versão do app para iPhone e dizem que já trabalham em novos aplicativos. Enquanto isso, tentam resolver um problema que dificulta a proposta de total anonimato. Quem usa o app pela primeira vez consegue, em alguns casos, ver quais amigos já usam o sistema. [...] O problema já foi discutido com o Facebook. Juntos, buscam uma solução. [...]


Nota: E se você acha que as coisas não podem ficar piores, que acha de estímulo às crianças para que elas tenham armas? Isso é fato (confira). Depois a mesma mídia se espanta quando ocorrem massacres e quando as estatísticas mostram a incidência absurda de DSTs entre jovens, de abortosdepressão...

França: “casamento” e adoção por gays criam polêmica


Poucos temas dividem com tanta clareza os franceses quanto a recente polêmica sobre o direito ao casamento e adoção por casais homossexuais. Os progressistas argumentam que a concepção tradicional da família mudou: a procriação não é mais a principal motivação para o casamento e um casal homossexual pode desempenhar com igual ou até melhor competência o papel da maternidade ou paternidade que os héteros. Em via oposta, os detratores do projeto de lei que começou a tramitar nesta semana no Parlamento francês insistem que uma criança tem direito a um pai e uma mãe, e que ninguém sabe ao certo as consequências de uma família com dois pais ou duas mães para a educação infantil.

A polêmica aumentou há quase um ano, durante a campanha eleitoral do atual presidente, o socialista François Hollande, que colocou o projeto como uma de suas prioridades de governo. E se acentuou em janeiro, com a proximidade da análise, pelos deputados e senadores, do texto que autoriza as duas mudanças no Código Civil. Fazia anos que um tema de cunho social não causava tanta divergência no país ao ponto de levar milhares de pessoas às ruas para manifestar adesão ou oposição à proposta - talvez a última vez tenha sido por uma razão semelhante, quando, há 13 anos, o país abriu as portas da união civil estável aos homossexuais.

Em 1997, explica a socióloga Irène Théry, embora a sociedade já estivesse em plena evolução, a função social do casamento ainda era resultar na procriação. A chamada “presunção de paternidade” unia, portanto, um homem e uma mulher sob a instituição do matrimônio, enquanto que a união estável dava direitos civis semelhantes aos casais homossexuais. [...]

O perfil típico dos opositores ao projeto é de homens de direita moderada e com mais de 60 anos, apontam pesquisas. E ao contrário do que se possa imaginar, o fator “religião” não é determinante neste posicionamento - 54% dos católicos franceses aprovam o direito ao casamento gay e 41%, a adoção. No centro do debate estão as dúvidas sobre os referenciais masculinos e femininos na formação de um indivíduo e as influências sociais de dois pais ou duas mães na vida de uma criança. [...]

“Na realidade, o projeto de lei favorece os pais, não as crianças. Ele é fundado em um discurso de adultos, segundo o qual a criança poderá compreender a sua verdadeira origem mais tarde, quando for maior”, analisa [Christian Flavigny, responsável pelo departamento de Pscicanálise infantil do prestigiado Hospital Salpêtrière, em Paris]. “Porém esse nível de explicação não será acessível para ela enquanto ela constrói a sua filiação, que é também a sua identidade.”

Com ou sem lei, o fato é que entre 24 e 40 mil crianças crescem ou cresceram em uma família homoparental na França. Mais do que ninguém, elas aguardam com impaciência o dia 12 de fevereiro, data prevista para a votação do projeto de lei na Assembleia Nacional francesa.


Nota: Essa discussão é muito recente e poderá se dar o caso de que, daqui uns dez ou vinte anos, os “especialistas” defensores da adoção por “casais” gays admitam o erro, como aconteceu com tantas tendências e modismos do passado. Mas aí será tarde demais para milhares de pessoas que não tiveram o referencial de uma família verdadeira, formada por um pai e uma mãe. O problema é que, nessa discussão, alguns sempre apelam para os extremos: (1) é melhor ser adotado por um bom “casal” homossexual do que por um mau casal hétero; não, é melhor ser adotado por um bom casal hétero; (2) há muitas crianças esperando para ser adotadas; mas também há muitos casais hétero nas filas de adoção. E por aí vai. De qualquer forma, é interessante notar que a discussão do assunto, na França, não está sendo “travada” por “fundamentalistas religiosos”, como em nossas terras alguns procuram destacar. O país está polarizado porque muita gente não quer ser irresponsável com o futuro de tantas crianças com base numa experiência arriscada, inconsequente. Devíamos seguir esse exemplo e parar de embarcar em modismos irrefletidos que posam de tolerância. As crianças não merecem pagar esse preço. (Em tempo: quero reafirmar aqui que não sou contra a união estável de homossexuais. Cada um faz o que quer de sua vida. Mas sou contra duas coisas: (1) a adoção de crianças por casais homossexuais, porque, nesse caso, uma pessoa ainda incapaz de decidir por si mesma terá seu destino decidido por outros, e (2) chamar essas uniões homossexuais de “casamento”; casamento é um conceito bíblico que diz respeito à união de um homem com uma mulher sob as bênçãos de Deus. Essa é minha opinião, e acho que ainda tenho o direito de manifestá-la.

“Semana Darwin” ou catequização darwinista?


Recebi por e-mail o release abaixo e fiquei admirado com a catequização darwinista. Eles realmente não perdem tempo. Sabem que é preciso “educar” as crianças, prepará-las desde cedo a fim de que, quando chegarem à universidade, não mais questionem o dogma darwinista. E agora têm o apoio incondicional do Estado. Eis o anúncio:

“O Catavento Cultural e Educacional, espaço de ciência e tecnologia da  Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, traz uma programação imperdível para fevereiro. Logo no início do mês, a exposição ‘Darwin: Evolução para todos’ antecipa a Semana Darwin 2013 (de 19 a 24/2). Desenvolvida pelo Museu de Zoologia da USP, a mostra estará no Catavento de 5 de fevereiro a 10 de março. É composta de painéis, animais conservados e exemplos de espécies coletadas por Darwin em sua passagem pelo Brasil e coleções de aves, insetos, répteis e peixes. Além de expor a história de Darwin e sua teoria da evolução por meio da seleção natural, o evento demonstra como essa teoria influencia o ser humano na compreensão de suas condições de existência no planeta.

“Para os dias 23 e 24/02 (sábado e domingo), das 10h às 16h, estão programadas várias sessões de oficinas desenvolvidas pelo Museu de Zoologia da USP: ‘Origamis de Darwin - Animais do sonho de Darwin’, ‘Desenhe o bicho!’ e ‘Tentilhões de Darwin’, nas quais as crianças serão estimuladas a criar dinossauros, borboletas e outros seres vivos; colorir desenhos de animais e trabalhar com diversos tipos de semente para entender a mutação dos bicos dos pássaros ao longo do tempo. [Seria bom que as crianças aprendessem que esses são exemplos de microevolução que não respaldam a hipótese macroevolutiva de Darwin e seus seguidores.]

“E, para fechar a Semana Darwin 2013, também nos dias 23 e 24 de fevereiro, será apresentada a peça ‘Darwin e a bicharada’, no Auditório do Catavento. Trata-se de um teatro de bonecos com o Grupo CienciAção, no qual Charles Darwin aparece ao público para contar sobre o que mais gostava de fazer quando era criança, as faculdades que cursou quando era jovem [vão falar que ele era teólogo?], e é claro, sobre sua viagem ao redor do mundo a bordo do navio britânico HMS Beagle.”


Nota 1: Não é de hoje que os evolucionistas tentam passar a ideia de que darwinismo é sinônimo de ciência, deixando de lado as insuficiências epistêmicas da teoria que tornou famoso o naturalista inglês Charles Darwin. Expor crianças a essa teoria cujos pressupostos são apriorísticos, sem tocar em seus pontos controversos é, para dizer o mínimo, desonestidade. Quando criacionistas procuram ensinar às crianças que existem evidências de designinteligente na natureza, que toda consequência tem uma causa, que informação genética não poderia ter surgido do nada, que vida só provém de vida, etc., são logo taxados de “catequistas”, “manipuladores”, ou coisa que o valha. Taí mais um exemplo de catequização evolucionista sob a chancela do Estado.[MB]

Nota 2: Será coincidência a realização dessa “Semana Darwin” justamente neste trimestre em que a Igreja Adventista está dando grande ênfase a assuntos criacionistas? Na semana passada, mesmo, tivemos um grande evento dessa natureza, transmitido ao vivo de Brasília.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A criação concluída


Ideia central 1: A Bíblia não deixa claro se a fonte de luz do primeiro dia da semana da criação era o Sol, o próprio Deus ou uma supernova, por exemplo. Também não fica claro se Deus trouxe o Sol e a Lua à existência no quarto dia ou “apenas” os revelou para um observador na Terra. O fato é que desde o primeiro dia da criação já houve tarde e manhã, o que tornam necessárias a rotação do planeta e uma fonte de luz. A menção à criação das estrelas parece ser uma frase parentética, sugerindo que elas tenham sido criadas antes do sistema solar ou da Terra. Assim como os planetas, as luas e as estrelas revelam planejamento e ordem. Na Terra, os seres criados também revelam as digitais do Criador. Basta pensar, por exemplo, na engenharia do voo, no sonar dos golfinhos ou mesmo na tremenda quantidade de informação complexa e específica contida no DNA.

Ideia central 2: Em Sua sabedoria e soberania, Deus decidiu realizar a criação em sete dias literais de 24 horas, ciclo que permanece até hoje, independentemente de quaisquer movimentos astronômicos, como os que determinam os dias, os meses e os anos. No fim dessa semana está o sábado – presente de Deus para o ser humano (Mc 2:27), que deve ser usado para aprofundar a relação criatura-Criador. Se a semana da criação não tivesse sido composta de dias literais de 24 horas, o próprio mandamento do sábado (Êx 20:8-11) perderia o sentido, já que ele serve para lembrar que Deus criou o mundo exatamente em seis dias. Aliás, nas Escrituras, a palavra yom (“dia”) invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida por um numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. É claro que Deus poderia ter criado a vida neste mundo em seis mil anos ou em seis segundos, mas a revelação bíblica deixa claro que Ele escolheu criar em seis dias e “descansar” no sétimo. Ponto final.

Para refletir
1. Que luz foi aquela criada no primeiro dia da semana da criação? E quanto ao Sol, à Lua e às estrelas, mencionados apenas no quarto dia?
2. De que forma os seres criados revelam as digitais do Criador?
3. Qual é o propósito do sábado e que evidências temos de que os dias da criação tinham 24 horas, como hoje?

Ampliação
Acaso ou planejamento?
A extraordinária capacidade criativa e mantenedora do ser humano – criado à imagem e semelhança do Criador – se manifesta de modo especial quando ele procura imitar os complexos sistemas ordenados da natureza. Nesse sentido, seria interessante destacar alguns conceitos fundamentais (sistemas homólogos e sistemas automatizados), válidos tanto para interpretar biologicamente a natureza, como também para reconhecer as muitas similaridades apresentadas pelos artefatos humanos.

Determinadas partes de veículos motorizados podem ser homólogas. Assim, na figura 1, são apresentados quatro diferentes tipos de veículos (transporte terrestre, aéreo e marítimo), cujas estruturas homólogas se encontram destacadas no centro da ilustração: rodas e hélices acionadas por um eixo constituem os elementos que promovem a movimentação dos respectivos veículos. Um segundo exemplo de artefatos humanos pode ser fornecido por uma típica linha de produção em série, vinculada à automação e à informática (figura 2). Nas linhas de montagem robotizadas de veículos automotivos, atualmente se verificam várias etapas de fabricação em que a atuação humana direta (manutenção do processo) não é visível. Para o leigo, a referida sequência contínua de operações assume ares de pura “magia”.

Figura 1
CPB – Fig. 1

Figura 2
CPB – Fig. 2

No âmbito da biologia comparada, os sistemas homólogos são frequentemente representados pelos membros de locomoção ilustrados no centro da figura 3. Os correspondentes mamíferos (ambiente terrestre, aéreo e marinho), evidentemente, são infinitamente mais complexos se comparados com os veículos motorizados da figura 1.  Quando nos referimos à automação, os sistemas automatizados da natureza se destacam de maneira extraordinária. O fantástico desenvolvimento do ser humano (figura 4), desde o zigoto até a fase adulta (com seu extraordinário cérebro), constitui uma das maravilhas da natureza, ainda não totalmente compreendida. O mais impressionante é que esse processo se perpetua de maneira contínua e extremamente eficaz, mediante a reprodução.

Figura 3
CPB – Fig. 3

Figura 4
CPB – Fig. 4

Paralelamente (considerando-se os automotivos), seria algo impressionante admitirmos a possibilidade de que todas as etapas de determinada produção em série fossem perfeitamente automatizadas. Poderíamos, finalmente, idealizar uma situação mais perfeita (ou utópica): os referidos veículos terem, durante sua vida útil, a capacidade fantástica de autorreparação e de autorreprodução, sem a interferência humana. Na verdade, os precários sistemas automatizados, identificados nos artefatos humanos (apresentam estruturas extremamente simplificadas), têm duração limitada, necessitam de contínua reparação, não se reproduzem... A lista de limitações é enorme, quando comparamos os sistemas robotizados com a complexidade dos organismos.

No entanto, em todas as conquistas tecnológicas, destaca-se a mente humana, com sua excepcional inteligência, criatividade e extraordinário espírito idealizador e empreendedor, capaz de conceber, planejar, executar e aperfeiçoar projetos com propósitos bem definidos. O desejo de otimizar determinado processo é inerente à natureza humana. A máquina ou mecanismo ideal seria aquele capaz de funcionar perfeita e eternamente (moto-perpétuo). Entretanto, qualquer mecanismo perfeitamente autossustentável (moto-contínuo) transgride as leis da termodinâmica, portanto, algo inconcebível no âmbito da existência humana. Assim, os artefatos humanos aqui considerados (veículos motorizados), por mais perfeitos que tenham sido projetados (ou criados), sem manutenção, um dia deixarão de funcionar.

Por um lado, sabemos que os complexos artefatos e os arrojados empreendimentos do século 21, produzidos em série ou exclusivos – automóveis, aviões, computadores, megaconstruções, naves espaciais, etc., apontam para projetos minuciosamente desenvolvidos pela genial mente humana. Esses mesmos produtos das realizações do ser humano podem ainda ser classificados em grandes grupos, sendo que os produtos de cada grupo guardam notáveis semelhanças entre si. Por outro lado, seria óbvio admitir que o complexo e prodigioso cérebro humano tenha sido também planejado e criado com os demais seres (com suas respectivas peculiaridades), conservando, igualmente, semelhanças entre si (homologias, analogias, embriologia comparada, etc.).

Usando honestamente a razão, somos induzidos a admitir que tanto os artefatos humanos quanto os sistemas naturais evocam intencionalidade, propósito e planejamento. Ou seja, se um veículo aponta, inevitavelmente, para seu criador, um extraordinário projetista que também fornece um manual de utilização e manutenção, muito mais o ser humano, infinitamente mais complexo, com sua prodigiosa mente criativa, reflete a obra-prima de um poderoso e genial Projetista, Criador e Mantenedor, que nos presenteou com o Manual dos manuais: a Bíblia.

Finalmente, as semelhanças estruturais (homologias) ou funcionais (analogias), entre outras similitudes observadas nos seres vivos e estudadas pela biologia comparada, apontam muito mais convincentemente para um Originador incomum do que propriamente para uma origem comum. Nesse caso, o Planejador teve liberdade para combinar Suas soluções construtivas. Quando os principais grupos de animais (níveis taxonômicos superiores) são comparados, o grau de congruência morfológica e bioquímica revela muito mais razões funcionais vinculadas à existência de um projeto original ou plano estrutural básico, do que supostas alterações macroevolutivas que teriam ocorrido ao acaso (árvores filogenéticas imaginárias).

Assim, quer olhemos para as maravilhas do Universo ou para as evidências de design inteligente nos seres criados, uma coisa não podemos deixar de concluir: projetos assim tão bem elaborados dependem de um Projetista muito poderoso e inteligente. O acasodefinitivamente não constitui uma resposta racional para a origem do extraordinário mundo natural que nos rodeia.

Conclusões
– A frase rítmica “e houve tarde e manhã” provê uma definição para o “dia” da criação. E se o “dia” da criação se constitui de tarde e manhã, é, portanto, literal. O termo hebraico para “tarde” (‘ereb) abrange toda a parte escura do dia (ver dia/noite em Gn 1:14). O termo correspondente, “manhã” (em hebraico bqer) representa a parte clara do dia. “Tarde e manhã” é, portanto, uma expressão temporal que define cada dia da criação como literal. Não pode significar nada mais.

– As palavras usadas nos Dez Mandamentos deixam claro que o “dia” da criação é literal, composto por 24 horas, e demonstram que o ciclo semanal é uma ordenança temporal da criação. Aliás, como explicar a origem do ciclo semanal, se não pela criação em seis dias literais seguidos do repouso do sétimo dia? A semana não está vinculada a nenhum movimento ou fenômeno astronômico, como os dias (rotação da Terra), os anos (translação) e os meses. A palavra divina, que promulga a santidade do sábado, toma os seis dias da criação como sequenciais, cronológicos e literais. Dizer o contrário, portanto, é ir contra o contexto literário de Gênesis e contra o Criador.

– A criação da vegetação ocorreu no terceiro dia (ver Gn 1:11, 12). Grande parte dessa vegetação parece ter necessitado de insetos para a polinização. Mas os insetos só foram criados no quinto dia (v. 20). Se a sobrevivência desses tipos de plantas, que necessitam de insetos e outros animais para a polinização, dependesse deles para a reprodução, então haveria um sério problema se o “dia” da criação significasse “era”. Ainda mais: a teoria dos dias-eras exigiria um longo período de iluminação e outro de escuridão para cada uma das supostas épocas. Isso, é claro, seria fatal tanto para as plantas quanto para os animais. Os dias da criação devem ser entendidos como literais e não como representando longos períodos de tempo. Argumentar em contrário é forçar o texto bíblico a dizer o que não diz.

– Leia sobre maravilhas relacionadas com seres alados (aqui e aqui) e com animais terrestres (aquiaquiaquiaquiaqui e aqui).

– Leia o texto “Hormônios: orquestra afinada” (aqui).

– Gênesis 2:1-3 apresenta a conclusão da obra criativa de Deus. Para celebrar e recordar esse evento, Deus estabeleceu o sábado. Os seres humanos também costumam construir monumentos para recordar grandes feitos e acontecimentos. Um monumento é um memorial comemorativo no espaço. O sábado é um memorial no tempo. Não é o simples marco de uma construção qualquer; é o memorial da origem da vida, o monumento comemorativo da criação. Ao separarmos o sétimo dia da semana para fins religiosos (culto a Deus, auxílio aos necessitados, contato com a natureza), estamos reconhecendo o Senhor como o Todo-poderoso Criador do Universo. E o sábado é mais do que um simples repouso físico. É, antes de tudo, uma pausa para um contato mais íntimo com Deus, de tal maneira que as outras atividades ficam para depois.